Manaus, 27 de julho de 2026

Literatura

Quase Humano

Ai que calor, que desconforto E esse suor no meu rosto. Tanto barulho em volta. tanta gente que passa por mim. E esse cheiro de fumaça, Esse ar de pouca graça. Essa rajada de

Um poema de natal

Para Lili Esta história aconteceu há muito tempo. Os mateiros andavam pela floresta e viram ali alguma coisa diferente. Viram um jovem senhor e uma senhora muito jovem encurvados como se protegessem um tesouro.

Pássaros

Queres me acompanhar? Queres sonhar meus sonhos? Queres que eu sejas tua guia? Então te transforma em pássaro E vem voar comigo Eu voo alto Gosto da altura dos meus sonhos Voo como a

Parentes do mesmo rio. Nossos irmãos

Os povos da floresta costumam chamar todos de suas aldeias de parentes. Assim como nós usamos a palavra conterrâneo. Em recente evento patrocinado pelo programa socioambiental onde trabalho, Raimundo Paumari da etnia Paumari, se

O IGHA, guardião da memória

Há poucos dias participei do ciclo de palestras “O apagamento da memória”, promovido pelo Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), por iniciativa oportuna e feliz de seu notável presidente, o amigo e confrade

Barco perdido bem carregado

Tia Idalina me telefona aos prantos. Sua encomenda de pirarucu e farinha do Uarini foi confiscada por fiscais da Anvisa no Terminal de Cargas do Aeroporto Internacional Tom Jobim, o conhecido Galeão. Todo ano