
O petróleo, a guerra e a memória dos anos 70
“Meio século depois do grande choque do petróleo, as tensões no Golfo Pérsico reacendem o alerta energético global e lembram ao Brasil – e à Amazônia industrial – que crises desse tipo exigem prudência
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“Meio século depois do grande choque do petróleo, as tensões no Golfo Pérsico reacendem o alerta energético global e lembram ao Brasil – e à Amazônia industrial – que crises desse tipo exigem prudência

Poucas narrativas se repetiram tanto no debate econômico brasileiro quanto a ideia de que o Polo Industrial de Manaus seria apenas uma grande linha de montagem instalada no meio da floresta. A frase ganhou

“Serão seis décadas de um experimento econômico que nasceu sob o signo da soberania nacional e amadureceu sob a pressão permanente de provar sua relevância.” Nesta mesma semana, o noticiário internacional trouxe um dado

“Amazônia precisa investir em capital cerebral para acompanhar a inteligência artificial, que muda o mundo com rapidez impressionante, automatiza processos, reorganiza mercados, redefine profissões e acelera decisões” Por Vania Thaumaturgo e Alfredo Lopes IA expandiu

“A Amazônia não pode depender exclusivamente de incentivos fiscais como argumento defensivo. É necessário apresentar uma proposta afirmativa de futuro.” Durante décadas, falamos em adensamento produtivo, diversificação econômica e interiorização do desenvolvimento como objetivos

A expansão da soja sobre áreas de floresta amazônica costuma ser apresentada como consequência natural do crescimento econômico. A premissa implícita é simples: produzir mais exigiria ocupar mais território. A análise técnica, entretanto, indica