O Japiim
O japiim, pássaro poliglota, vive em comunidade, repudia a violência e constrói sua colônia nos mesmos galhos das casas de caba. Faz do trabalho uma festa frenética, talo a talo eleva no vôo
O japiim, pássaro poliglota, vive em comunidade, repudia a violência e constrói sua colônia nos mesmos galhos das casas de caba. Faz do trabalho uma festa frenética, talo a talo eleva no vôo
Um remanso de panema poesia nada pequena. Entre rios, encachoeirado, desce entre um delta intrincado, desce vazio de peixes, desce deserto de pássaros, é rouxinol de sonora glória maior que a dos homens,
Era morena tostada, forte, esbelta como um cão, os cabelos eram claros de saboroso castanho; longas tiras escorriam na costa vincada em curvas – eram cobras encravadas no dorso de uma raiz; o calcanhar
A saracura enfiara o bico verde na manhã pétrea e lúcida dos galos, feriu com o seu bico o lençol leve do dia que se abria como um lago de peixes de silêncio, massas ázimas
Canoa do Roseiral vai no Paraná de Serpa corta as águas cor de barro no remo e no vento a vela, o remo de coração bate o remador na falca faz nas águas sons
– 3 – No rio a lâmina transluz-se forte, pedaço fulvo de praia e sal. Os peixes nascem: escamas vivas, escumas alvas, rio coalhado. Lembro-te à mesa de toalha branca e pratos limpos, pimenta