
O caminho da cidade
Poema recolhido da obra “Pedra Pintada (uma viagem à cidade da minha primeira infância)”, ainda inédita. O carro vai pela estrada de Manaus à Velha Serpa, nossa primeira parada é em Rio Preto da
Início » Literatura » Página 158

Poema recolhido da obra “Pedra Pintada (uma viagem à cidade da minha primeira infância)”, ainda inédita. O carro vai pela estrada de Manaus à Velha Serpa, nossa primeira parada é em Rio Preto da

1 Teu corpo crivado de estrelas, quero a água nova gorgolejando da chuva. Duas laranjas maduras, duas colunas de fogo teu corpo. Alta manhã, dia livre com repousos deste rio de peixes, as asas

Sereno verde do dia muito medo dos enganos, meu limão, meu limoeiro, tens cajila nos teus ramos. Conheci toda uma casta que temia mais que ao rei os malefícios do verde do limão com

1 A água leve dilui suas escamas lúcidas, lascas de limo nasce o peixe. Traços insólitos sólidos desenham-lhe o dorso. Folha indecisa sua flava presença, faca de sal crestada nas escumas do rio, o

*L. Ruas (Na solenidade de lançamento do livro na tarde do dia 9 de agosto de 1963, em dependências do SESC/SENAC, em Manaus). Estações da Várzea é um desses livros de poesia de onde

Ela estava sobre a ponte lavando as roupas do dia, anáguas alvas e saias fora as roupas que eu não via, ela se chamava Eulália e a irmã Rosa Maria, águas do rio passavam