Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública provocou surpresa ao ilustrar dados em que, no Brasil, a cada 11 minutos uma mulher é violentada sexualmente e mais, 42% dos homens acham que o estupro acontece porque a vítima usa roupas provocativas. O mais grave é que 32% das próprias mulheres concordaram com a absurda tese, através da qual, as mulheres que se dão ao respeito não são estupradas e mulher com roupas provocantes não pode reclamar se for violentada.
Estupro é constranger alguém mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso. É crime considerado hediondo com pena de 6 a 10 anos de reclusão (art. 213 do CPB).
É um delito traumático de difícil investigação em razão da assistência que nem sempre é dada à vítima, e pelas dificuldades na obtenção de provas e testemunhas, pois podem inexistir marcas físicas da violência e muito menos da perturbação emocional. Muitas ofendidas envergonhadas, sequer buscam delegacias de polícia para não sofrer maiores constrangimentos.
A questão é vista sob um ultrapassado enfoque machista de moralidade, que desdenha a mulher e a posiciona mais como objeto de prazer masculino, que como portadora de direitos, inclusive o de proteger o próprio corpo.
O machismo é o comportamento, expresso por opiniões e atitudes, de um indivíduo que não aceita a igualdade de direitos e deveres entre os gêneros sexuais.
Não é justo o tratamento de autoridades que atemorizam e até culpabilizam as vítimas, tratando-as com desapreço e sem preocupação de punir quem cometeu crime tão asqueroso.
Um dado positivo é que 91% dos brasileiros admitem ser salutar ensinar os meninos nas escolas a não estuprar e respeitar as meninas.
A educação que suprime o machismo é o mecanismo mais eficiente para mudar esta triste realidade, e a família e a escola podem muito contribuir para ser efetivamente criado um ambiente de apreço, igualdade e sem violência contra mulheres.
HONESTIDADE E ELEIÇÕES – em véspera de eleições é natural que candidatos se apresentem como melhores opções para o eleitor, com destaque a atuações com operosidade e honradez.
Recentemente ganhou notoriedade uma frase em que se disse que a profissão mais honesta é a do político, “porque todos, por mais ladrão que ele seja, ele tem de ir para a rua encarar o povo e pedir voto”. Para alguns foi uma afirmação infeliz e para outros houve de certa forma uma evolução, porque no passado havia referência à existência de 300 picaretas no Congresso Nacional.
Há alguns esclarecimentos que precisam ser feitos. Não se consegue vislumbrar que o fato de enfrentar o povo seja o mesmo que comprovar probidade. O conceito de honestidade não pode ser flexível nem complacente. É que quem é ladrão não tem como ser honesto, ou uma coisa ou outra, e roubar não deve ser atributo para o exercício de qualquer mandato.
É importante não seja feita uma generalização, no sentido de que todo político é corrupto ou desonesto.
Os eleitores precisam acreditar, por ser uma verdade inconteste, que existem políticos honestos e que são merecedores dos seus votos, daí ser necessário sejam informados da sua integridade e capacidade.
Quando o eleitor consciente não escolhe ou anula o voto, outros vão eleger por ele, fato que acaba ajudando na eleição de despreparados. Uma boa escolha contribui para o bem-estar de todos.
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