Manaus, 12 de março de 2026

O marketing e a reforma política

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O marketing tem por fim alcançar o maior número de benefícios possível. Quando se trata de eleições, querem os políticos, através dos marqueteiros, conseguir o maior número de votos, através da pretensão de encantar os eleitores.

Os especialistas do marketing fazem a promoção pessoal de alguém, com os seus conhecimentos especializados em comunicação pública, política e eleitoral. São coordenadores de campanha, dos programas de rádio e televisão, relações públicas, além da assessoria de imprensa.

Quase sempre tais profissionais, importantes para o sucesso de uma campanha, pertencem ao ramo das comunicações, e é grande a busca pelos mais competentes, ainda que o pagamento exija elevada remuneração.

É indispensável a sua função nas democracias, que só existe através do voto e da outorga de mandatos por tempo determinado.

Um eficiente trabalho de propaganda em favor de certos candidatos, alguns com dificuldades de retórica e de raciocínio, pode oportunizar o surgimento de evidente estelionato eleitoral, fraude que induz alguém a uma falsa concepção, e que traz ao país prejuízos e irrecuperáveis danos.

O importante para muitos é ganhar as eleições, orientados por marqueteiros regiamente pagos e atendendo pesquisas que visam dizer ao público aquilo que o povo quer e precisa ouvir.

Uma campanha inteligente não pode apenas prometer o melhor dos mundos, alheando-se da dura realidade que têm os Estados e a União para cumprir bem as suas missões ante a carência de recursos, muitos dos quais desviados pela corrupção sistêmica adotada. Avançou o STF, ao autorizar o início do cumprimento da pena condenatória dos corruptos, após confirmação em 2ª instância.

Com as delações divulgadas por um casal de marqueteiros, torna-se oportuna uma avaliação sobre as campanhas eleitorais e sobre o real valor da mistificação engendrada na busca do voto, que favorecem candidatos despreparados e sem competência.

Fica fácil compreender a inaptidão para encarar os problemas complexos da administração pública e da economia nacional, com consequências graves para as camadas mais pobres e desassistidas da população, em que todos teremos que pagar a conta pelos erros causados.

Comprovou-se ainda que o pagamento dos serviços de marquetagem foi custeado pelo sacrificado contribuinte brasileiro.

Há medidas que podem melhorar o sistema eleitoral, através de urgente reforma política. A adoção da cláusula de desempenho será útil para impedir a atuação parlamentar do partido que não alcançar 5% dos votos. Merecem ser prestigiados os destinatários do maior número de sufrágios.

O acesso ao Fundo Partidário não pode ser permitido a qualquer legenda de aluguel que, mesmo sem eleger ninguém, tem direito a receber recursos, de acordo com a negociata, e também não deve haver acesso ao horário gratuito eleitoral.

Outra boa medida será a extinção das coligações partidárias nas eleições proporcionais de deputados e vereadores, que elegem candidatos desconhecidos daqueles que votaram. Cabe aplauso à rejeição do voto em lista, em que o eleitor não vota diretamente nos candidatos.

O ideal é que a população consiga alcançar um nível de discernimento, para distinguir os que querem ganhar a eleição com discurso para ludibriar o eleitor desinformado, daqueles que assumem comprometer-se em realizar o bem público, e atender efetivamente o interesse da coletividade.

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