Manaus, 14 de fevereiro de 2026

Muitas emoções

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Sem querer imitar o cancioneiro popular em versos bastante conhecidos, são muitas as emoções que nos esperam nos próximos dias. Para alguns, deu-se recentemente a rememoração do dia Nove de Novembro de 1823, quando a região do Rio Negro aderiu à Independência do Brasil e o fez grandemente motivada pelo ardoroso desejo de autonomia política em relação ao Grão-Pará, momento que, embora seguido de enorme desilusão, foi considerado como “a salvação da lavoura” naquela época.

Olhando adiante, dar-se-á a data consagrada à Proclamação da República em 15 de novembro e por nós conhecida e reconhecida somente a 21 seguinte, em meio a enorme expectativa de que dar-se-ia completa mudança no processo político-institucional com a organização da federação, e cessariam as fraudes eleitorais. Mas tal não aconteceu desse modo.

Para outros, olhando mais na frente, teremos a participação da seleção brasileira na Copa do Mundo de Futebol FIFA, realizada em ponto bem distante da Amazônia, mas aproximada pelos modernos meios de comunicação que nos permitirão assistir, em tempo real e com todos os detalhes e em cores, a quaisquer dos jogos, devidamente refastelados em nossas casas de residência ou nas ruas belamente decoradas pelas apaixonadas torcidas. Ao mesmo tempo, para os cristãos de todas as variações de fé, a nossa visão fraterna se volta para as festas natalinas de Jesus.

Há, ainda, de permeio, a fase do necessário assentamento da poeira resultante do duro processo eleitoral recente. De um lado carregado de dúvidas e questionamentos. De outro, recheado de expectativas. De todo modo, no curso desse momento delicado não há de se desconhecer o direito à livre e ordeira manifestação da população e indispensável observância ao direito de ir e vir dos cidadãos, necessariamente centrados na lei e na ordem, com respeito às instituições constituídas e sempre conforme a Constituição da República.

A data da adesão rio-negrense à Independência passou em brancas nuvens, sem qualquer registro político, jurídico, social ou jornalístico, ainda que estivesse completando 199 anos. O que se espera é que a partir de agora as entidades e os agentes públicos se interessem em preparar as festas do bicentenário a ocorrer em 2023, pois esse feito deve ser considerado por demais importante na história amazonense sendo decisivo para nos tornarmos reconhecidos como brasileiros da gema o que muito nos honra e enche de responsabilidades.

Quanto aos festejos da consagração republicana e para cujo fim houve a participação de muitos brasileiros de primeira linha como Benjamin Constant Botelho de Magalhães, José do Patrocínio e outros tantos sob a liderança do notável marechal Deodoro da Fonseca – cujos detalhes e intimidades ainda precisam ser mais amplamente noticiados e inseridos nos livros didáticos –, não se espera a realização de comemorações, pois, há muitos anos, a sociedade vem guardando silêncio sobre isso, preferindo comemorar, unicamente, o Sete de Setembro de 1822.

Na verdade, o coração e o olhar ardente de grande parte do povo brasileiro começam a se voltar para a participação da seleção brasileira no campeonato de futebol mais prestigiado do mundo e no qual já logramos várias consagrações, vertemos doídas lágrimas de tristeza e desapontamento e sofremos desgostos indescritíveis, como o de 2014, quando, dentro de nossos estádios, vimos nossa seleção ser desclassificada pela potente equipe da Alemanha. Depois do vexame todos repetimos a condição física e psicológica dos jogadores: ficamos completamente desnorteados ante os sete gols sofridos, ou quase abobalhados, diga-se em nome da verdade.

Para encerrar o ano que tem sido recheado de fortes emoções e aplacar as dores, angústias e inquietações de todos os gêneros, espera-se chegada dos festejos natalinos sempre muito próprios para amenizar os corações e elevar os espíritos, com a renovação de votos de alegria, paz, saúde e fraternidade entre os homens.

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