
*Francisco de Abreu Cavalcante
I
Fins de tarde, o sol resvala ao poente,
Nuvens que passam a cada momento
Revelam nuanças de raios solares,
Cores mutantes a cada segundo,
Que formam figuras a nosso deleite,
A dita de estarmos em outro mundo.
II
Momentos sublimes em nosso respeito,
Com fulgores vermelhos nas nuvens ardentes,
Diversos formatos no céu a brilhar,
Em cores e formas, retratos da alma,
Desenhados no céu em tardes de sol,
Instantes solenes a nos agraciar.
III
No céu, multicores estradas de luzes
A penetrar o senso e atrair atenção;
A alma se eleva e nos faz admirar
A presença de fulgurantes motivos,
Visões únicas, sem repetição,
Que não logramos interpretar.
IV
Flagrantes de nuvens que passam,
Retratos em tarde de sol radiante,
Espelham imagens de cores que dançam,
Figuras cintilantes, leve véu flutuante,
Revelam instantes de fogo poente,
Diversas visões ardentes no céu.
V
Mescladas imagens de cores e amores,
Instantes de céu em fulgor radiante,
Flagrantes celestes, moldadas no véu,
Instantes com nuvens, traços e cores
No céu de esplendores, retrata solenes
Memórias sublimes de encanto constante.
*Poeta amazonense de 92 anos, Francisco de Abreu Cavalcante destaca-se pela sensibilidade, romantismo, crítica social e espiritualidade. É autor de Miséria e Utopia, Rabiscos de Amor, Maravilhas da Vida e Luzes Poéticas. Foi homenageado em Manaus com exposição e a Medalha Pena de Ouro da Academia de Literatura, Arte e Cultura da Amazônia (ALACA).
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