Manaus, 18 de outubro de 2026

Eleição amazonense, Lula, Omar e as borboletas da sustentabilidade: vita e mors

Ilustração: mosaico com área desmatada em chamas de um lado e floresta preservada do outro, borboletas numa balança e figuras políticas ao centro
Ilustração: imagem gerada por inteligência artificial

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A destruição da natureza para fins vis é uma violência abominável. Um crime contra a humanidade.

A Amazônia pan-americana encontra-se sitiada pelas forças opressoras do capitalismo sanguinário, em todos os países e unidades federativas. Ela continua sendo vítima dessa atrocidade desde a chegada dos primeiros europeus à região. Protegê-la do estigma do empreendedorismo estúpido e presunçoso, da ganância empresarial e dos governantes rudes é uma tarefa que exige ações coordenadas de uma sociedade organizada e de uma opinião pública esclarecida.

O Estado do Amazonas tornou-se a última barreira às forças de ocupação comandadas pelo imperialismo opressor e pelo mercado amoral e abominável. No Brasil, lamentavelmente, os órgãos de imprensa, a mídia, diversos setores do judiciário e os governantes niilistas não compreendem a importância de proteger e desenvolver a Amazônia de forma sustentável. Não assumem plenamente suas responsabilidades institucionais na garantia de nossos direitos constitucionais de usufruir de um ambiente saudável e propício ao florescimento da vida plena.

Atualmente, o Estado do Amazonas é lanterninha no ranking brasileiro de praticamente todas as políticas públicas, como educação, saúde, habitação e saneamento. Novamente ele retorna às manchetes nacionais e internacionais como a unidade federativa mais piromaníaca do planeta.

Pode-se dizer que há um tipo de masoquismo que comanda a vida e a convivência de certos indivíduos, fóruns e instituições de nosso estado, considerando que a destruição de nossa natureza se reverte na rápida deterioração de nossa qualidade de vida, em especial, das crianças e dos idosos. E também impacta as funções socioecológicas nobres da Amazônia em âmbito regional, continental e planetário. De certa forma, pode-se dizer que o futuro de nossa juventude, criminosamente, continua sendo destruído pelo mercúrio transportado pelos nossos rios e pelas fumaças que poluem irreversivelmente nossas casas, escolas, ambientes de trabalho e também o planeta.

Omar: promovendo sustentabilidade e combatendo o mau-caratismo no Amazonas

A destruição ambiental da Amazônia agora virou arma política contra os próprios amazônidas. Os milicianos da porteira aberta, que insistem em transformar a região numa mega fazenda agropastoral, responsáveis pelos genocídios dos seus povos indígenas, pela mortandade provocada pela COVID-19 e pelo racismo contra suas populações, invadiram as redes eletrônicas com discursos que responsabilizam o governo federal pelas atuais queimadas na região.

A hipocrisia e o mau-caratismo comandam este tipo de discurso, defendido inclusive por governantes de importantes estados brasileiros. Um tipo de disputa eleitoral em que prevalece o “vale-tudo”, em prol da pseudodemocracia. O desconhecimento sobre a socioantropologia e ecologia da Amazônia por parte desses senhores contribuiu para esta abominável conduta política, embora não a justifique.

Este tipo de postura recorrente também esteve presente no período de propagação da COVID-19 no Amazonas. Em vez de o governante, conforme preconizado na nossa Constituição Federal, solidarizar-se conosco e auxiliar no combate à destruição ambiental em curso, que inclusive afeta o estado de bem-estar dos habitantes de seu estado, ele passa a atacar o governo federal, culpando-o pela respectiva tragédia socioambiental.

Oportunista, o perfil deste tipo de governante, em geral identificado como oposição política ao atual governo do Brasil, demonstra sua rudeza e maldade política ao criar novas fake news que em nada contribuem para a construção, de forma sustentável, de uma Amazônia do e para o povo brasileiro. Por exemplo, as informações sobre o zelo e os compromissos responsáveis do atual governo federal com a Amazônia, nos últimos quatro anos, podem ser rapidamente acessadas, principalmente, nos sites dos Ministérios do Meio Ambiente, da Educação, dos Povos Indígenas, dos Transportes, Portos e Aeroportos, das Cidades, entre outros.

Portanto, a sociedade brasileira e, em especial, a amazonense não podem ficar reféns do oportunismo e do mau-caratismo político que tentam fazer da Amazônia a correia motora de suas ambições desvairadas pelo poder político subalterno aos grupos transnacionais e aos governos imperialistas. Agentes globais que tentam se apropriar de nossas culturas e riquezas materiais.

Essas posições extemporâneas e de natureza nefasta de governantes de outras unidades federativas precisam ser contraditadas por políticos amazonenses. Elas retratam posições irresponsáveis que visam fortalecer grupos políticos de oposição ao atual governo federal, numa conjuntura eleitoral na qual a sociedade esclarecida encontra-se nas ruas defendendo a democracia plena e o direito de acesso às políticas públicas plenas.

Ela se põe em confronto direto com o anacronismo e a subalternidade política desses mesmos grupos fascistas, que continuam agindo nos porões das trevas, subalternamente aos interesses dos grandes grupos transnacionais e do imperialismo predador e eugênico. Em geral, liderados por agentes do progresso empreendedor que se autodenominam os “Buffalos Bill” da modernidade. Atores políticos e econômicos, filhotes do paradigma da porteira aberta, que disputam entre si a primazia de quem primeiro reduzirá a Amazônia a pântanos apodrecidos, espalhando pandemias para o mundo, e em grandes carvoarias gerando fumaças e aerossóis mortíferos para a humanidade. Sem esquecer a aceleração do extermínio de suas culturas indígenas, assim como a ocupação de seus territórios transformados em grandes garimpos, tipo Serra Pelada, e em grandes fazendas comandadas pelo agronegócio global.

Essa tendência de destruição da Amazônia precisa ser revertida. A destruição das culturas e dos ambientes naturais amazonenses, de sua Zona Franca de Manaus, da Universidade do Estado do Amazonas e de inúmeros programas sociais estaduais e federais em suas municipalidades resultará numa tragédia política, econômica e social sem precedentes. Desgraça política, econômica e social que atingirá todas as suas instâncias públicas e privadas, em especial nossa juventude.

A vitória eleitoral para governo do Amazonas de Omar Aziz e seu Plano Estratégico de Desenvolvimento proposto para 2027-2030, certamente, reverterá este quadro político, colocando novamente o nosso estado no caminho da prosperidade e da melhoria de nossos índices de desenvolvimento humano, de forma sustentável. Portanto, vamos defender a democracia e afastar definitivamente o mau agouro de nossas vidas.

Amazônia e as borboletas da sustentabilidade

O título desse ensaio está associado a um singelo poema autoral, apresentado no livro Amazônia, em versos, publicado pela Editora Dialética em 2025. De certa forma, trata-se de fragmentos de um diálogo socioantropológico entre “cultura e natureza” que retrata diversos elementos políticos apresentados no mesmo. Esse poema, denominado “As borboletas e a sustentabilidade: vita e mors”, apresenta-se em forma compactada e da seguinte forma.

Amazônia, morada das borboletas. Multicoloridas e belas, mensageiras de alegrias e renovados compromissos pela perenidade da vida, em todos os lugares e momentos. Mais de 2 mil espécies, colorindo suas florestas e ambientes, polinizando suas flores e gerando as condições biológicas para a produção de frutos, sementes, plantas e jardins naturais.

Defendem-se de seus predadores — aranhas, lagartos, pássaros, macacos, sapos, formigas, ratos e, principalmente, dos humanos —, camuflando-se nas plantas, alternando suas cores, imprimindo diferentes velocidades em seus voos, modificando os formatos físicos de seus corpos e asas e escondendo-se nos ambientes. De hábito diurno, durante as noites e as fortes chuvas amazônicas, descansam e se protegem sob as folhas das árvores e das vegetações.

Contribuem ao equilíbrio, à diversidade e à sustentabilidade dos ambientes naturais. Generosas e multifuncionais, iluminam o mundo com luzes matizadas, colorem e geram sustentabilidade aos ambientes e às suas populações. Promovem espanto e alegrias às crianças e mais compreensão sobre nossa integração à natureza e às suas conexões cósmicas. São mensageiras do amor e da paz. Podem viver por mais de três meses, polinizando a floresta e contribuindo para o controle de pragas.

Vita e Mors

Vita, uma bonita borboleta, perguntou a Mors, sua nova amiga borboleta: “Mors, por que tens essas cores ‘tristes e feias’? As cores identificam as nossas origens, identidades e compromissos.”

“Os ambientes amazônicos onde vivo estão totalmente destruídos, as florestas desmatadas e queimadas. Minha família e amigas vivem nos solos, alimentando-se de plantas queimadas e de produtos degradados. Nossos corpos e estruturas biológicas assumiram as cores cinza e marrom, cobrindo-nos de tristeza e feiura. Nossas famílias diminuíram, e a sustentabilidade desses ambientes encontra-se em processo de colapso. Vita, por essa razão, mudamos para sua região, coberta de grandes florestas e rios. Temos novos sonhos e esperanças.”

Cara Mors, diz Vita, o desmatamento, o garimpo e as queimadas provocaram muitas mudanças ambientais na região e nos nossos habitats, com impactos em todos os seus ciclos de vida e em suas naturezas. Suas floras e faunas, seus insetos e suas cadeias alimentares são afetados e contribuem para a injustiça ambiental e para as mudanças climáticas globais.

Apreensiva, Mors diz: “Vita, estamos sitiados pelo desmatamento e pelas queimadas que, continuamente, destroem e diminuem os nossos ambientes naturais. Uma tragédia que parece não ter fim.”

Vita responde: “Mors, os humanos arrogantes não percebem que a perpetuidade de sua própria espécie também se encontra em risco de colapso. Com nossos familiares, precisamos nos afastar da civilização, pois já ouço o barulho de tratores e motosserras. Mors, não se preocupe, você recuperará as suas cores fulgurantes e alegres, e voltará a polinizar as flores e a produzir novas vidas e contribuições à sustentabilidade da Amazônia, do planeta e das futuras gerações.”

Juntas, Vita e Mors partiram para novas jornadas sustentáveis na Amazônia profunda. Terra dos amigos indígenas e da natureza acolhedora.

Caro leitor, cara leitora, proteja a Amazônia e o futuro de nossas crianças e de nossa juventude. Escolha os governantes experientes, com condições técnicas e políticas de implantar um modelo de desenvolvimento sustentável que gere prosperidade e políticas públicas plenas aos amazonenses. Exclua de seu universo político os aventureiros e aventureiras, as raposas que se cobrem com pele de cordeiro que, se eleitas, nos conduzirão ao mundo das trevas sociais e econômicas.

O governo Lula e o “Plano de Desenvolvimento de Omar Aziz, 2027-2031” são luzes que nos guiarão, nesse período de incertezas, com transparência, lucidez política e muitas realizações sociais e econômicas.

Manaus, 12 de outubro de 2026

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