Manaus, 25 de fevereiro de 2024

A renovação do teatro

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Em 1962, com o apoio da UNE e da UEA (União dos Estudantes do Amazonas), o grupo encena “Beata Maria do Egito”, de Raquel de Queiroz. Com este trabalho participam do festival que Paschoal Carlos Magno estava promovendo em Porto Alegre.

Ediney Azancoth destaca-se e recebe um prêmio nesse encontro. Era a primeira vez que o teatro amazonense participava de um Festival nacional. O “TeatroUniversitário do Amazonas” foi o primeiro grupo amazonense a colocar claramente os problemas modernos do teatro.

Não é por mero acaso que o “Teatro Universitário do Amazonas” encena em 1968 a peça didática de Bertold Brecht, “A Exceção e a Regra”, com direção de Aquiles Andrade. Era uma montagem forte, despojada, com um elenco bem afinado.

Esta montagem será levada ao Rio de Janeiro, ainda em 1968, para representar o Amazonas no último grande festival estudantil que Paschoal Carlos Magno realizaria. Apresentado a uma plateia jovem, numa manhã de fevereiro, no palco do então Teatro Nacional de Comédia (hoje Glauce Rocha), o espetáculo causará impacto, sendo escolhido um dos melhores do Festival, além da nominação de Roberto Evangelista como um dos melhores atores daquela mostra. No mesmo ano, sob a direção de Nielson Menão, O grupo realizará a sua última montagem, também um texto de Brecht, retirado de “Terror e Miséria do 3° Reich”. Com esta montagem o “Teatro universitário do Amazonas” participa de um Festival local, patrocinado pela Fundação cultural do Amazonas.

Depois deste trabalho, o grupo se dissolve, para seus componentes retornarem, em 1969, no II Festival promovido pela Fundação Cultural, com o nome de “Grupo Sete”, apresentando uma extraordinária encenação de vários textos curtos do teatro futurista sintético italiano, sob o título bastante adequado para a época: “LSD – Luar sobre o Danúbio”, único trabalho do grupo com o qual ganha o prêmio do Festival. Através desses festivais organizados pela Fundação Cultural, grupos de amadores que proliferavam pelos bairros da cidade, em paróquias suburbanas, começam a se estrutura r e fazer sua estreia no Teatro Amazonas.

Foi o caso do “Teatro Jovem de Manaus”, animado por Moacir Bezerra, Rômulo de Paula e Gerson Albano, que em 1968 aparece com um Arrabal, “A Bicicleta do Condenado”, concorrendo com o também nascente “Teatro Experimental do Sesc”. Em dezembro de 1968 é criado pelo SESC Amazonas o TESC- Teatro Experimental do SESC do Amazonas, após um curso de artes cênicas ministrado pelo teatrólogo paulista Nielson Menão. A primeira montagem, “Eles Não Usam Black Tie”, de Gianfrancesco Guarnieri, teve apenas uma apresentação, sendo imediatamente proibida pela censura. Mas o grupo perseverou e nos anos 1970 ganhou fama nacional e internacional, estando em atividade até hoje.

O quarto Festival,em 1971, mostrou mais um grupo representativo, o “Teatro Experimental de Arte”, que trouxe um autor desconhecido, Odenildo Sena, com o drama “Ribaltas sem Vida”, título que bem encerra uma filosofia.

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