Manaus, 10 de fevereiro de 2026

Gestão, diálogo e resultados: o novo ciclo de confiança do Polo Industrial de Manaus

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Uma entrevista de Nelson Azevedo com Bosco Saraiva, titular da SUFRAMA

Os números alcançados pelo Polo Industrial de Manaus em 2025 não surgiram por acaso. O maior faturamento da história do PIM, o crescimento consistente da produção, o avanço das exportações, a aprovação de novos projetos e a manutenção de mais de 131 mil empregos diretos refletem, antes de tudo, um ambiente institucional que voltou a funcionar com método, diálogo e previsibilidade.

À frente desse ciclo de resultados está a gestão do superintendente Bosco Saraiva, cuja atuação reposicionou a Suframa como agente ativo de articulação entre o setor público e o setor produtivo, fortalecendo a confiança do investidor, acelerando decisões e recuperando a centralidade estratégica do modelo Zona Franca de Manaus no desenvolvimento regional e nacional.

Para compreender o significado mais profundo desses avanços – que vão além das estatísticas e se traduzem em renda, oportunidades e sustentabilidade para a Amazônia – o Brasil Amazônia Agora ouviu Nelson Azevedo, uma das vozes mais experientes e respeitadas do setor industrial.

Nesta entrevista, ele analisa os resultados extraordinários alcançados, o método de gestão que os viabilizou e os desafios que se colocam no horizonte de modernização, competitividade e compromisso socioambiental do Polo Industrial de Manaus.

Portal Brasil Amazônia Agora – Nelson, quais resultados da gestão Bosco Saraiva você considera mais emblemáticos para o Polo Industrial de Manaus?

Nelson Azevedo: O que se consolidou é um marco de confiança e de performance. Estamos falando de R$ 227,7 bilhões em faturamento, o maior resultado já registrado, com crescimento de 11%, avanço nas exportações, além de uma média mensal de mais de 131 mil empregos diretos, 553 fábricas em operação e mais de 170 novos projetos aprovados. Esses números não são apenas estatística: são renda, oportunidade e dignidade chegando às famílias e garantindo previsibilidade para investir, produzir e inovar no Amazonas.

BAA – O que explica, na prática, esse salto de desempenho? É só conjuntura econômica ou há método de gestão?

Nelson Azevedo: Há conjuntura, claro, mas o que diferencia este ciclo é método e governança. A gestão Bosco Saraiva reforçou uma postura de presença, escuta e decisão, com uma Suframa mais orientada à fluidez do ambiente de negócios, à segurança jurídica e ao acompanhamento consistente dos processos. O setor produtivo reage quando percebe que o setor público está atuando com ritmo, previsibilidade e respeito ao investimento. O PIM não cresce no improviso: cresce quando a engrenagem institucional funciona.

Bosco Saraiva foto Junio Matos

Bosco Saraiva

BAA – Como você descreve a interlocução entre Suframa, empresas e entidades representativas nesse período?

Nelson Azevedo: Eu diria que saímos do “contato protocolar” para uma interlocução de solução. Houve mais alinhamento entre agendas, mais clareza sobre prioridades e, principalmente, uma atitude de cooperação prática. A indústria, por sua natureza, trabalha com cadeia longa, compliance, cronograma, engenharia, logística. Quando o diálogo com o poder público é objetivo e constante, a resposta aparece em investimentos mais rápidos, projetos mais consistentes e resultados melhores.

BAA – Qual é a relevância desses resultados para o desenvolvimento sustentável da Amazônia – além do aspecto industrial?

Nelson Azevedo: É central. O PIM é um instrumento de economia legal e formal, com capacidade de gerar emprego urbano, arrecadação, tecnologia e oportunidades, reduzindo pressão sobre atividades predatórias. Quando a indústria vai bem, ela sustenta uma base econômica que ajuda a viabilizar uma visão de Amazônia com floresta em pé, combinando produção, ciência, inovação e responsabilidade socioambiental. Esse é o ponto: desenvolvimento sustentável não é discurso – é estrutura econômica capaz de sustentar escolhas civilizatórias.

BAA – Em termos de competitividade, quais sinais positivos você enxerga para 2026 e para a agenda de modernização do modelo?

Nelson Azevedo: O sinal mais positivo é que estamos recuperando uma ideia decisiva de que competitividade é confiança institucional associada a investimento e inovação. A continuidade desse ambiente – com projetos aprovados, fábricas operando e empregos sustentados – fortalece a modernização.

A agenda agora é aprofundar produtividade, digitalização, adensamento de cadeias, inovação e integração com frentes como bioeconomia, logística eficiente e transição energética. O PIM pode ser, cada vez mais, uma plataforma industrial conectada ao futuro.

BAA – Que mensagem você deixaria ao setor produtivo e ao poder público sobre o que deve ser preservado e ampliado nessa trajetória?

Nelson Azevedo: Preservar três coisas: diálogo contínuo, capacidade de execução e visão estratégica. E ampliar aquilo que já mostrou resultado: decisões mais ágeis, planejamento e pactos de cooperação com foco em metas reais. A gestão Bosco Saraiva demonstrou que, quando o poder público e o setor produtivo atuam como parceiros do desenvolvimento, o Amazonas ganha em emprego, renda, reputação e futuro. O caminho é seguir em frente – com seriedade, método e ambição positiva.

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