Recebi, com satisfação, a notícia precisa de que um novo livro está prestes a entrar no prelo – como se dizia ao tempo do meu amigo Paraguassu Pinheiro de Oliveira quando presidente da Imprensa Oficial todas as vezes que falávamos a respeito da importância das gráficas para o registro duradouro das artes e de figuras exponenciais das letras, ciências, política e esportes, por exemplo.
Está no forno, repita-se, e na fase final de preparação, esse livro que há de ser belo e dignificante, tratando da vida e da obra artística de uma das mais importantes personalidades amazonenses dos últimos anos, notadamente no teatro, embora tenha sido de característica multifacetada e capaz de excelentes desempenhos em várias áreas das manifestações artísticas.
Mais do que falar da trajetória dessa dama especial, o autor recolheu opiniões de diversas pessoas que tiveram o privilégio de conhecê-la mais de perto, com ela travar certa intimidade e experiências nos palcos, nas telas, nas apresentações folclóricas, nos desfiles carnavalescos, nos concursos de fantasias, na dublagem, na escola de artes e até mesmo na fase mais antiga de sua preparação estudantil quando aluna do Instituto de Educação do Amazonas.
Pela sua história e grandes relações profissionais e de amizade e pelo seu espírito alegre e divertido, que era muito bem conhecido, quando o livro vier a público não há de surpreender os leitores quando lerem os depoimentos que a ornam de glórias e homenagens, mas que há de fazer justiça a sua vida e dedicação.
Para dar contornos mais profundos, o trabalho teve orientação acadêmica, buscou as raízes da família e traçou linhas leves e interessantes sobre os pais desta dama e seus primeiros anos de vida. E conta certas passagens em palavras e em fotos de família e de sua trajetória em cena, bem significativas. Além disso, uma boa hemeroteca e programas de espetáculos dão veracidade às considerações do autor, para que no futuro não venham a dizer que tudo foi fantasia e alegorias literárias. Para os que a conhecemos, ela foi muito mais do que o livro vem retratando simplesmente porque era surpreendente.
Como a referendar a pesquisa que vale por si só, o leitor conhecerá a opinião de Gerson Albano, Felipe Aufiero, Ana Claudia Mota, Saulo Borges, Narda Teles, Roger Barbosa, Márcio Souza, Darci Figueredo, Sergio Cardoso, Matheus Nachtergaele, Jorge Takla, Amadeu Pinto, Thiago Oliveira, Socorro Beckinha, Jorge Bandeira, sabidamente todos eles de alta estirpe, e todos traçando um viés do perfil da homenageada e com precisão cirúrgica, sem falsidades ou impurezas contra a verdade.
Recebi os originais e sem me conter logo tive o prazer de “devorar” o texto bem traçado que me foi apresentado pelo autor e organizador, o jovem Adailson Veiga que me transmitiu entusiasmo e enorme prazer com o trabalho que realizou em relação ao qual imagino a sensação de justiça que o envolveu durante a pesquisa, coleta de informações, conversas com amigos e professores, no bate cabeça tão comum em que sempre nos encontramos quando da elaboração de uma pesquisa para formar conceitos, selecionar conteúdos, integrar opiniões e documentos os mais variados. Trata-se de um livro-homenagem, mas de um depoimento para o presente e o futuro.
O que posso adiantar ao leitor que espero tenha ficado curioso em saber quem é a homenageada, é que deve ser editado ainda este ano, circular livremente e sem qualquer censura e com isso permitir que festejemos a memória de “Ednelza Sahado: a dama do teatro amazonense”, obra que dará prazer a quem tiver a sorte de ler.
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