Manaus, 25 de fevereiro de 2024

Paladino da fé e da esperança (3)

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Homenagem a dom Jorge Eduardo Marskell, saudoso bispo da Prelazia de Itacoatiara, que, se estivesse entre nós, no dia 08 de novembro de 2015 teria completado 80 anos de idade. 

Sem dúvida, o ponto alto de 1981 foi a realização em Silves, entre 15 e 18 de janeiro, da Primeira Assembleia do Povo, um jeito novo de se organizar a Igreja da Prelazia de Itacoatiara. Na carta de convocação desse encontro, dom Jorge Marskell escreveu: “Nós, que somos Igreja, Povo de Deus, somos viajantes, caminhamos com Jesus rumo ao Pai. Temos uma tarefa: plantar o Reino de Deus ao nosso redor. É sempre necessário verificar se estamos acertando o rumo que Jesus traçou para nós. É muito importante ver se estamos cumprindo bem a tarefa que Jesus nos deu, e ver se o Reino do Pai está brotando”.

Eventos criados para reunir periodicamente o bispo, padres, freiras, agentes de pastoral e os representantes de todas as comunidades da Prelazia, a fim de rezar, conversar, celebrar, avaliar e retomar os rumos da caminhada do povo católico, as assembleias populares têm alcançado plenamente os seus objetivos. Verdadeiras escolas de cidadania, elas se constituem em anfiteatros de celebração da vida comunitária, onde os cristãos buscam construir um mundo novo, uma profissão de fé calcada na solidariedade e na esperança.

Depois dessa, outras sete assembleias foram realizadas: a segunda em Itacoatiara, em 15/17 de julho de 1983; a terceira em Urucurituba, em 05/09 de junho de 1985; a quarta em Urucará, em 02/05 de junho de 1987; a quinta em Itapiranga, em 12/15 de julho de 1990; a sexta em São Sebastião do Uatumã, em 01/05 de julho de 1992; a sétima em Silves, em 07/11 de junho de 1995; e a oitava em Itacoatiara, em 03/07 de junho de 1998.

No ano de 1982 são acelerados os procedimentos políticos direcionados a impedir o avanço das oposições. Recentemente criado, o PT (Partido dos Trabalhadores) lança candidato próprio às eleições municipais e, inconscientemente, concorre para derrotar o favorito do MDB. Ampliando a propaganda oficial, é instalada [no Município] a TV Educativa. No ano seguinte, as comunidades do interior passam a ser manipuladas pela Prefeitura que lhes impõe regras claras de desobediência à Igreja. Em 1984, o território de Itacoatiara sofre desmembramentos para propiciar a criação dos municípios de São José do Amatary e Rio Preto da Eva. (*).

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(*) Nas eleições municipais de 15/11/1982, embora mais votado individualmente, o candidato majoritário Francisco Gomes da Silva (PMDB-02) não foi proclamado prefeito de Itacoatiara, em razão da Lei da Sublegenda, artifício criado pelo regime militar para impedir, à época, o avanço eleitoral da oposição no Brasil. Seguiram-se-lhe, na ordem de votação: Mamoud Amed Filho (PDS-01), Jurandir Pereira da Costa (PDS-02), Miron Osmário Fogaça (PMDB-01) e Antônio Peixoto (PT) – cf. Silva, 1998. Nota de agora: A partir da manipulação da maioria delas pela Prefeitura Municipal de Itacoatiara, as comunidades do interior passam a se dividir em: políticas – aquelas com estatuto próprio, ligadas diretamente ao prefeito; e cristãs – as CEB’s – fazendo o trabalho de orientação e conscientização dos católicos.
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Enquanto isso, no mesmo período, a pastoral da saúde inicia um movimento para incentivar o uso de remédios caseiros baseados em plantas medicinais; e líderes da oposição e da Igreja se movimentam para impedir a ingerência político-partidária na administração do Hospital “José Mendes”.

Em setembro de 1985, sob a direção da AIRMA (Associação dos Itacoatiarenses Residentes em Manaus), é realizado o primeiro FECANI (Festival da Canção de Itacoatiara). No mês seguinte, nova divisão territorial no Estado do Amazonas manda reintegrar ao Município de Itacoatiara o distrito de São José do Amatary.

No exercício de 1986, enquanto o governo amplia sua política de propaganda enganosa, de manipulação das comunidades do interior e de perseguição a líderes oposicionistas, a Prelazia procura incutir mais força ao serviço de conscientização e de formação de líderes comunitários; são ampliados, a partir do CENTREPI (Centro de Treinamento da Prelazia de Itacoatiara), os cursos de animação, estudo da realidade e planejamento, dentre outros. Em 1987 são criadas as pastorais da mulher e da criança.

A base do trabalho dessas pastorais está na comunidade e na família. A dinâmica consiste em treinar líderes morando na própria comunidade para mobilizar voluntários.

Adotava-se, em relação às mulheres, um discurso teológico que punha em relevo a necessidade de atender um desejo de crescimento, de atuação concreta que vai além das fronteiras domésticas. Reconhecia-se a sua capacidade de, iniciadas a uma leitura da Bíblia a partir da ótica dos oprimidos, encontrar as raízes de sua própria opressão e dar passos importantes em diferentes lutas sociais reivindicatórias: sindicatos, posse da terra, habitação, saúde, educação, trabalho, isonomia salarial, etc.. A pastoral da mulher tornou-se um instrumento a favor das mulheres da Prelazia que passaram a lutar efetivamente por aquilo a que têm direito num ambiente mais amplo do que o doméstico e com consequências também na vida doméstica, familiar e social.

Em relação às crianças, mobilizava-se, a partir daí, as famílias na vigilância da nutrição, pesagem e acompanhamento de seu crescimento; reconhecia-se a forma negligente e discriminatória com que milhares delas eram tratadas, perambulando pelas ruas em total abandono, exploradas em todos os sentidos, vítimas de toda sorte de violências. A pastoral da criança nascia como um espaço de luta a favor dos direitos fundamentais inerentes às crianças da região, assegurando-lhes todas as oportunidades e facilidades que lhes proporcionassem o desenvolvimento integral e em condições de liberdade e dignidade.

Em 1988, a Matriz de Nossa Senhora do Rosário sofreu uma grande reforma modificativa e ampliativa. Sob os cuidados e orientação do padre Douglas Mackinnon foram demolidos os dois altares laterais e, com o objetivo estético e para dar maior sustentação ao telhado, internamente foi construído um grande arco defronte ao altar principal. Ainda, foram trocados por material cerâmico os tacos de madeira de lei que compunham o piso, e levantados, lateralmente, nos fundos do edifício e próximos ao altar-mor, dois alpendres com 7,5 metros de pé-direito, medindo cada um 100 m2 (10m x 10m) de área. Esses acréscimos proporcionaram a ampliação da capacidade de lotação da igreja e que, somados à construção original, conferiram-lhe o total de 755 m2 de área construída.

Interessa lembrar e enaltecer que, com a participação direta da população de Itacoatiara, o benemérito padre Douglas Mackinnon construiu a nova capela do Divino Espírito Santo, no bairro da Colônia, a de São José Operário, no bairro do Iracy, a de Nossa Senhora do Carmo, no bairro de Pedreiras, e a de Santa Luzia, no bairro do mesmo nome. Em dias mais recentes, padre Leonardo Cruz Perez orientou a construção e conclusão da capela de São Sebastião, no novo bairro de São Cristóvão.

Em janeiro de 1989, reunido com as equipes missionárias para avaliar e refletir sobre os vinte e cinco anos de caminhada da Prelazia, dom Jorge Marskell renovou o desejo de continuar a luta, “em comunidade, ao lado dos pobres, na fé, na esperança e na busca de libertação… Jesus, vindo ao mundo, trouxe uma proposta, um projeto novo: destruir toda forma de injustiça, de opressão, de morte, para dar lugar a uma sociedade de fraternidade, de vida para todos… As comunidades devem ser sementes da nova sociedade… Muita gente pergunta por que a Igreja se mete em política, apoia os sindicatos que lutam pelos direitos dos trabalhadores. Por que os padres falam muito em problemas de terra, salários? A Igreja da Prelazia de Itacoatiara, nestes vinte e cinco anos de caminhada, tem sido muito atacada por estar ao lado dos mais fracos”.

Dados censitários relativos a 1991 conferem a Itacoatiara a população oficial de 58.757 habitantes. Os demais municípios integrantes da Prelazia também têm ampliado o seu perfil demográfico, exigindo mais quadros para tomar conta dos trabalhos comunitários.

Enquanto isso ampliam-se cada vez mais as dificuldades da Prelazia em atender às demandas pastoral e catequética. A Fraternidade Missionária, espécie de seminário menor instalado em 30 de julho de 1985 com a participação de seis jovens – funcionando inicialmente em Urucará e depois em Itacoatiara – não atendeu à previsão de formar o número de padres necessários. Essa carência continua sendo razoavelmente suprida por sacerdotes e freiras enviados de outros centros do País e, principalmente, do exterior. Além destes, outros missionários leigos também têm vindo, com o mesmo objetivo. Há, igualmente, os leigos nativos que se dedicam em tempo integral ao trabalho da Prelazia.

No dia 09 de abril desse ano de 1991, materializando a tão sonhada interiorização da Universidade do Amazonas (*), é instalado o Centro Universitário de Itacoatiara (Polo do Médio Amazonas). E, no dia 12, antecedida de protestos sufocados violentamente pelos militares, dá-se a chegada à Itacoatiara do presidente Fernando Collor de Mello. Os incidentes são objeto de noticiário na imprensa nacional e internacional.

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(*) Nota de agora: Uma luta de muitas gerações, finalmente concretizada graças ao termo de cooperação celebrado entre a Prefeitura Municipal e a Reitoria da UFAM – representadas respectivamente pelo prefeito Francisco Pereira da Silva (popular Chico do INCRA) e o professor doutor Marcus Barros. O Centro Universitário, durante anos, administrou vários cursos de ciências humanas dedicados primordialmente à formação de professores. Sem dúvida, uma promissora semente que resultou no pujante ICET/UFAM dos dias de hoje – este, como diz o próprio título, um templo de ciências exatas e tecnologia que coloca a cidade de Itacoatiara na condição de centro formador de técnicos de alto nível disponibilizados a suprir as exigências de mercado dos tempos que vivenciamos.
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Em 1993 são ampliadas as dificuldades de ordem financeira. Desde o final da década de 1980 a Prelazia tem feito um grande esforço para, entrando num processo firme de organização, assumir a manutenção total da Igreja. Cerca de sessenta por cento da sua receita orçamentária atual é arrecadada entre os comunitários de todas as paróquias. O restante dos recursos provém de projetos específicos celebrados com organismos da órbita internacional ou resultam de ajuda enviada por igrejas irmãs. Acerca de três anos atrás, esse auxílio externo representava quase cem por cento das finanças da Prelazia.

Em 1994, buscando romper com o imobilismo e com o conformismo e atrair a solidariedade e a participação da população em torno da problemática da pobreza, a Igreja assumiu publicamente o compromisso de engajamento na “luta contra a fome, a miséria e pela vida”. Após discutir e avaliar o grau de pobreza e desnutrição no Município e a política de abastecimento alimentar efetuada pelas autoridades, os agentes de pastoral, em conjunto com outros segmentos sociais, levantaram e encaminharam aos governos estadual e municipal uma série de propostas/formas de solução para tão angustiante problema.

Em janeiro desse ano, ocorre a visita a Itacoatiara do presidenciável petista Luiz Inácio Lula da Silva que, ao lado de outras expressivas figuras da política nacional e da América Latina, é ostensivamente recebido pela equipe do bispo Jorge Marskell. Em março, na comunidade Novo Remanso, o padre Romão Buitagro Ramirez é espancado por políticos ligados ao prefeito de Itacoatiara. O caso repercute na Câmara e na imprensa de Manaus. (*).

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(*) Nota de agora: Tais fatos constam do livro de minha autoria “Cronografia de Itacoatiara”, 2º volume, Manaus, 1998 (págs. 374/377), donde retirei os seguintes trechos: “Domingo, 13 de março [1994], depois de haver celebrado a missa, padre Romão foi agredido duas vezes com socos e pontapés pelo senhor João Sabino de Souza… O agressor fugiu com a colaboração do delegado de Polícia local, sargento Ananias… Em Itacoatiara (…) a Câmara Municipal deliberou sobre o assunto, tendo os vereadores da oposição Alberto Yanuzzi Neto [PRN], Francisco Gomes da Silva [PPS] e Adilon Pereira da Costa [PT] se pronunciado com veemência contra os desmandos e as agressões cometidos em Novo Remanso, e ainda se solidarizaram com os comunitários e os padres da Prelazia de Itacoatiara”.
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Em 1995, por absoluta falta de candidatos – jovens vocacionados ao trabalho religioso – a Fraternidade Missionária da Prelazia encerra suas atividades (*). Em Manaus, nesse período, é oficialmente extinto o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), órgão criado com a função de analisar e julgar as contas das prefeituras municipais, mas que nos últimos anos vinha sendo acusado de desvio de finalidade.

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(*) Na década de 1990, formaram-se padres os seguintes filhos da região: Elton Vilaça Pereira, da Costa da Conceição, Município de Itacoatiara, ordenado em Manaus; Edson Armindo Auzier de Oliveira, de Itacoatiara, ordenado em Manaus em 02/12/1990; e Jonas Alves Maciel, do Município de Urucurituba, ordenado na Prelazia em 27/09/1997. (Cf. Arquivo da Prelazia).
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Alguns acontecimentos relacionados aos anos de 1996 e 1997 refletiram de forma negativa na vida social, política, econômica e religiosa de Itacoatiara. Outros trouxeram grande alento e entusiasmo aos fiéis católicos, estimulando-os a prosseguirem a luta em defesa de sua Igreja.

Em maio de 1996, trinta anos após ter servido, em 1964/1966, com a comunidade das Irmãs ASC na escola mista Nossa Senhora do Rosário de Fátima, irmã Marília Menezes voltou a trabalhar em Itacoatiara. Em junho, dom Jorge Marskell convocou os paroquianos a tomar parte do Mutirão de Evangelização em preparação para o ano 2.000, o ano do Grande Jubileu da Vinda do Filho de Deus. Segundo o bispo, esse projeto da Igreja no Brasil tem como finalidade “esquentar a fé da gente e dar-nos coragem na missão de evangelizar… que nos introduz no terceiro milênio vai se prolongar durante três anos – 1997, 1998 e 1999, – é uma oportunidade que Deus nos dá para nos abrir à luz de Cristo que ilumina nossa realidade”.

O chefe da Prelazia também conclamou a população para discutir os efeitos do chamado “porto da Soja”, projeto econômico que começa a ser construído em Itacoatiara e que, segundo a propaganda oficial, objetivava “mudar a cara do Município”.

À oportunidade, a Prelazia tornava público que o Mosteiro da Água Viva, situado no quilômetro 10 da Rodovia “Vital de Mendonça”, continuava acolhendo grupos de retiro que para lá iam rezar, refletir e aprofundar a vida de fé e de engajamento no trabalho comunitário. No ano anterior, o mosteiro havia recebido vinte e seis grupos de jovens, de Primeira Eucaristia, Crisma, Catecúmenos, Pastoral da Criança e outros mais. Também lá se reuniram o grupo vocacional de Itapiranga e alguns grupos de Manaus, Manacapuru e Coari.

Em agosto/setembro, ao mesmo tempo em que iniciava o treinamento de agentes de pastoral para preparar o povo para o 3º Milênio de Evangelização, a Prelazia perdia a missionária leiga e advogada mexicana Verônica Ruiz Arriaga (*), que, retornando à sua terra natal, se despedia dos itacoatiarenses, após um excelente trabalho prestado junto à Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da cidade.

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(*) Nota de agora: Jovem mexicana, inteligente e idealista. Coloquei, a pedido de dom Jorge, à sua disposição minha biblioteca em Itacoatiara (mais de 3.000 livros de Direito, Economia, Amazônia e Cultura Geral), e, aqui e ali, eu a orientava, repassando-lhe um pouco da experiência que havia adquirido nos campos do Direito Público, Civil, Processual Civil e Agrário. (Já estava aposentado como Promotor de Justiça; lembrando ainda que, na condição de assessor da CONTAG/Am, da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de Manaus e da Confederação Estadual dos Trabalhadores na Agricultura, além de diretor do Projeto Fundiário Manaus (órgão zonal do INCRA), estive em vários congressos e encontros nacionais discutindo os temas relacionados ao uso, à posse e à distribuição da terra no Brasil). Emocionava-me ver a doutora Verônica tão dedicada à missão que recebera da Igreja. Alheia aos riscos que corria (era uma estrangeira e o ‘terreno’ era movediço), só lhe interessava defender os excluídos, e o fazia com precisão e veemência.
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O encerramento da festa de Nossa Senhora do Rosário, realizada no período de 24 de outubro a 1º de novembro de 1996, contou com a presença do arcebispo metropolitano de Manaus, dom Luiz Soares Vieira. Na novena desse ano, a comunidade havia se preparado para acolher o Projeto de Evangelização Rumo ao Novo Milênio, e o seu lançamento ocorreu a 1º de dezembro, com a Eucaristia concelebrada por dom Jorge Marskell e os padres da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário.

No final do ano, a Pastoral da Juventude reuniu em Silves cerca de 150 jovens de todas as paróquias da Prelazia, onde, de 13 a 15 de dezembro, realizou o III CONFEST. Com o objetivo de dinamizar as bases e integrar os jovens na vida comunitária, a programação do evento – misto de conferência e festival – constou do lema “Resgatar a Cultura para Construir a Vida”. As dramatizações, cantos e celebrações foram realizados num grande palco, em praça pública.

Ainda em 1996, dois acontecimentos alegres e muito significativos para o nosso povo cristão foram: (1) a chegada dos padres Jaime Romero, Ricardo Soler Piedras e Leonardo Cruz Perez. Os dois primeiros – mexicanos da Sociedade Missionária de Guadalupe – a 22 de dezembro foram empossados co-párocos de Sant’Ana, em Urucará, e o terceiro – colombiano pertencente ao Instituto dos Missionários de Yarumal – co-pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Rosário, em Itacoatiara; e (2) a outorga à Prelazia, pelo Ministério das Comunicações, do Canal 08 de TV, permitindo a execução dos serviços especiais de repetição e de transmissão da Rede Vida de Televisão em VHF.

Esse importante instrumento de comunicação veio aliar-se à “Voz da Paróquia”, transmitida todos os domingos pela Rádio Difusora de Itacoatiara, e ao Boletim Informativo “Cipó”; veio, ademais, ampliar a divulgação do trabalho da Prelazia. A Repetidora Rede Vida é um Canal da Família que busca apresentar uma nova ética e um novo comportamento em preparação à Nova Evangelização Para o Terceiro Milênio.

Em Manaus, em 09 de março de 1997, deu-se a sagração do arcebispo auxiliar dom Jakson Damasceno Rodrigues (1948-1998), nomeado pelo papa João Paulo II. Amazonense da capital, o vice-arcebispo metropolitano era oriundo da congregação dos padres redentoristas, de cuja ordem foi também vice-provincial.

Nesse período, os governos federal e estadual passaram a direcionar vultosos recursos ao interior amazonense com o objetivo de “equilibrar” o desenvolvimento e atrair investimentos privados. Mas não atentaram para a vocação natural da região e as providências tomadas vieram se somar aos impactos negativos criados desde a instalação da Zona Franca de Manaus. O carro-chefe das providências governamentais foi o Terminal Graneleiro de Itacoatiara, construído nas proximidades do aeroporto do Guajará e inaugurado em 12 de abril de 1997 pelo presidente Fernando Henrique Cardoso.

Entretanto, não se destinaram recursos para fomento e atividades produtivas permanentes, capazes de gerar emprego e renda. A miséria continua predominando e os dramas sociais decorrentes da exclusão social prosseguem. Aquilo que parecia a descoberta do “eldorado”, na verdade revelou-se como pura impostação. Concluído o terminal, totalmente automotivo para executar a custos menores os seus serviços, os “milhares de empregos” não apareceram. As perspectivas reais desse grande projeto proporcionaram um verdadeiro boom na economia dos grandes empreendedores, mas o saldo a favor da população mais pobre é praticamente nulo. A cidade incha com a chegada de muitas pessoas de diversos estados, atraídas pela promessa de trabalho farto. No entanto, as ofertas de mão-de-obra são em número reduzidíssimo. Em Itacoatiara é só tristeza e desolação.

Esse quadro preocupa sobremodo os líderes diocesanos, para quem o mapa social não é dos mais favoráveis. Grande percentual da população ativa dessa parte do interior amazonense continua dependendo dos empregos públicos e da agricultura familiar. A prostituição e a exploração do trabalho infantil campeiam. A quase total falta de saneamento básico nos bairros das cidades e a inexistência de uma política de ocupação para a juventude são indicadores de exclusão social. A miséria continua predominando nos municípios integrantes da Prelazia.

A 09 de julho de 1997 celebraram-se os 25 anos de sacerdócio do padre Dionísio Kuduavicz. Paranaense de Contenda nasceu em 30 de novembro de 1943 e integrou-se na Diocese de Rondonópolis, Mato Grosso. Vindo para a Prelazia de Itacoatiara, aqui tem realizado, desde 28 de novembro de 1982, um incansável e proveitoso trabalho em favor do povo – como administrador financeiro, vigário-geral por alguns anos e como coordenador regional da CPT (Comissão Pastoral da Terra). O aniversário de ordenação do padre Dionísio foi vivamente enaltecido por votos de parabenização e orações de todos os paroquianos.

No segundo semestre de 1997, a irmã e enfermeira Frances Baker, da congregação canadense de São José, deixou Itacoatiara a caminho do leste da África, onde passará a servir. Tendo chegado a Itacoatiara em 1974, essa extraordinária figura humana pôs todo o seu talento e sua boa vontade a serviço das pastorais femininas, na cidade e no interior. À véspera de sua partida recebeu tocante homenagem de gratidão de todos os comunitários da Prelazia.

Coincidentemente com as homenagens prestadas à irmã Frances Baker e ao padre Dionísio Kuduavicz, as paróquias da Prelazia realizaram as “semanas sociais” – uma série de encontros em que se fez o levantamento da realizade e a busca de solução para os problemas apresentados. Forma de impulsionar os cristãos ao testemunho de sua fé, para o resgate das dívidas sociais, as “semanas sociais” se inserem dentro da caminhada do projeto “Rumo ao Novo Milênio”, idealizado pelo papa João Paulo II.

Na noite de 27 de setembro ocorreu em Urucurituba a ordenação do padre Jonas Alves Maciel. Filho da região, o neossacerdote que fora ordenado diácono em 26 de janeiro último, concluiu os estudos no CENESC, em Manaus, e fez estágio pastoral em Silves. A cerimônia de ordenação, presidida por dom Jorge Marskell, foi prestigiada por toda a população daquela cidade.

No mês seguinte, após tomar parte da reunião de Assembleia dos Regionais Norte I e II da CNBB, realizada em Manaus, esteve visitando Itacoatiara o bispo auxiliar de Colorado do Oeste-RO, dom José Maria Pinheiro. Uma visita sentimental, pois o ilustre religioso trabalhou nesta Prelazia em 1976/1980. Misto de padre e advogado, ao tempo José Maria Pinheiro atendia aos bairros do Jauary e Iracy e aos comunitários da Rodovia Manaus-Itacoatiara até o Rio Urubu. Procedente de São Paulo prestou, ainda, assistência jurídica e social aos trabalhadores rurais.

Ao serviço da Prelazia, padre José Maria Pinheiro enfrentou perseguições e calúnias partidas dos mandões políticos da época. Em 1981 retornou ao sul do País e, em 1984/1990, já em Manaus, foi secretário-executivo da CNBB Norte I. A partir de 1993, por três anos morou em Paris, onde fez mestrado em teologia. Finalmente, no dia 19 de abril de 1997 foi ordenado bispo auxiliar da Diocese de Guajará-Mirim, no Estado de Rondônia. (*).

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(*) Nota de agora: José Maria Pinheiro: nasceu em Nazaré Paulista aos 31/07/1938. Ordenado padre em São Paulo aos 27/12/1964. Entre 1965 e 1975 vicariou várias igrejas do interior paulista. Foi missionário da Prelazia de Itacoatiara (1976-1980), e também vigário-geral da Igreja local. Retornou a São Paulo, onde foi vice-chanceler da Arquidiocese (1982-1984) e sub-secretário da CNBB (1984-1990). A 12/02/1997 foi designado bispo auxiliar de Guajará-Mirim (RO), cargo que acumulou com o de vigário episcopal da Região Colorado do Oeste, da mesma Diocese. Ainda presidiu a Regional Norte I da CNBB. A 06/08/2003 foi transferido para a Arquidiocese de São Paulo, como bispo auxiliar do Ipiranga. Em 09/03/2005 tornou-se bispo de Bragança Paulista, por onde finalmente se aposentou, em 16/09/2009, ganhando status de bispo emérito. Atualmente reside em Paris.
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À Assembleia dos Regionais Norte I e II, realizada em 14/18 de setembro de 1997, compareceram representantes da Prelazia. O documento final, sob o título “A Igreja se faz carne e arma sua tenda na Amazônia”, lembra os 25 anos do primeiro encontro pastoral realizado em Santarém/PA e “a caminhada de uma instituição em busca da comunhão… que pede perdão… que louva e agradece”. Ainda, descobre o rosto da Igreja amazônica: “discípula da Palavra, testemunha do diálogo, servidora e defensora da Vida e irmã da Criação”.

A nota mais triste da temporada de 1997, que chocou toda a população da Prelazia, foi a da doença de seu bispo. No dia 14 de dezembro, a conselho médico, dom Jorge Marskell viajou com urgência ao Canadá, pois seu estado de saúde inspirava sérios cuidados. No dia 29, em um hospital de Toronto foi operado de um tumor maligno na parte superior do pâncreas.

Desde o começo da doença, dom Jorge Marskell nada escondeu de seus paroquianos. Sua primeira mensagem enviada do leito hospitalar, através do vigário padre Douglas Mackinnon, veio de forma tranquilizadora: “Diga para rezarem não tanto pela minha saúde, mas sim pela Prelazia, e para que se cumpra a vontade de Deus”.

Antes e após a cirurgia, a população da cidade e do interior – tomada pelo desencontro das notícias, umas anunciando a morte iminente de dom Jorge, outras vaticinando uma recuperação breve – fazia súplicas aos céus pela saúde de seu fiel e bom pastor. Intermináveis correntes de orações eram realizadas em todos os lares, escolas e igrejas. Emocionados, os fiéis – homens e mulheres, adultos, jovens e crianças – temiam pela vida de seu amado bispo, clamavam pelo seu pronto restabelecimento. Totalmente solidários com ele, pediam a Deus e a Nossa Senhora do Rosário para que o trouxessem salvo e salvo.

Entretanto, desenganado pela ciência médica que lhe calculou uma sobrevida de seis ou oito meses, dom Jorge Marskell retornou à Prelazia em abril de 1998. À ocasião, segundo suas próprias palavras, informou: voltava porque “Itacoatiara é a minha terra… seu povo é minha família… Aqui é o meu lugar”. (*).

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(*) Cf. a última entrevista de dom Jorge Marskell ao jornal “A Crítica”, de Manaus, edição de 25.04.1998, in “Elegia ao amigo e bom pastor dom Jorge Marskell…”, discurso citado, proferido pelo Autor no sepultamento de seu amigo.
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O seu retorno à cidade foi um acontecimento que agradou a todos. Passando a residir no mosteiro da Rodovia Manaus-Itacoatiara, de lá vinha diariamente ter à Casa Paroquial, onde multidões de pessoas iam visitá-lo. A emoção revelada pelos visitantes – locais, das cidades próximas e de todo o interior da Prelazia – comprovava ser ele realmente um homem querido e muito amado de seu povo.

Das comunidades da Regional Norte I e II e de todos os quadrantes do País e do mundo vinham mensagens de solidariedade e votos de pronto restabelecimento.

Num gesto de coragem e na tentativa de superar os efeitos da doença, no dia 12 de abril dom Jorge Marskell rezou a missa da Páscoa, na Matriz. Em seguida, viajou a São Paulo para tomar parte do encontro nacional dos bispos, em Itaici; porém, sentindo-se muito enfraquecido, pôde permanecer ali apenas cinco dias.

No mês de maio esteve em Manaus para fazer avaliação médica. Era bem visível o seu abatimento físico, pois já pouco se alimentava e ficava a maior parte do tempo deitado, parecendo sentir fortes dores. O sorriso escancarado que o caracterizava desde quando passou a habitar entre os itacoatiarenses, já esmaecia.

De regresso a Itacoatiara, ainda forçou uma reação, indo, na sexta-feira, dia 05 de junho de 1998, ao CENTREPI – onde se realizava, pelo terceiro dia, a VIII Assembleia do Povo. A cena foi muito comovente: os presentes, quase cento e vinte comunitários de todas as áreas – Urucará, Urucurituba, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã, Presidente Figueiredo, Silves, cidade e interior de Itacoatiara – choraram ao ver diante de si um homem abatido, franzino, envelhecido, a voz quase sumida, amparado pelos amigos. Nem de longe lembrava aquela figura humana forte e jovial de um ano atrás. Trinta minutos, se tanto, Jorge Marskell permaneceu ali. Ainda proferiu um breve e emocionante discurso, dizendo de sua “alegria de estar ali… Eu esperava estar em melhores condições, mas sabem como é… esse corpo da gente… Eu sei que todos vocês acreditam comigo que nossa Igreja é e tende a ser cada vez mais participativa, cada vez mais solidária. Só assim vamos ser uma Igreja com o rosto de Jesus… Enquanto vocês estão aqui vivendo esta Assembleia tão bonita, eu vou passar lá na Casa Paroquial; em nenhum momento estarei desligado de vocês. Vou estar rezando, e espero que domingo, à noite, a gente se encontre”. (*).

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(*) Cf. Informativo “Cipó”, nº 118, Junho/Agosto de 1998.
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Após essa visita ao CENTREPI, dom Jorge Marskell, permanentemente assistido pelo padre Ronaldo Mac Donnell, pela irmã Marília Menezes, pela professora Sylvia Aranha Ribeiro e, eventualmente, pelo médico Paulo Nazareno Sarrazim, começou a definhar. Já residindo na chamada “Casa do Bispo”, anexa à Casa Paroquial, continuava a receber visitas diárias do povo: embora sem poder tocá-lo e falar-lhe diretamente, em lágrimas centenas de pessoas foram vê-lo. Esse gesto solidário estendeu-se até horas antes de seu falecimento [às 07h22m], no dia 02 de julho de 1998.

Dias antes de sua morte, dom Jorge Marskell recebeu a visita de dom Luiz Soares Vieira, que o confessou e ministrou-lhe a unção dos enfermos. Então, o arcebispo metropolitano de Manaus pôde testemunhar a serenidade do enfermo, inobstante o terrível sofrimento a que esteve exposto.

Visitado e chorado por milhares de pessoas, o corpo de dom Jorge Marskell foi velado diante do altar-mor da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, durante o final do dia e por toda a noite de 02 de julho de 1998.

O enterro do amado bispo da Prelazia de Itacoatiara, precedido de uma missa e de uma procissão ao redor das ruas próximas à Matriz, foi realizado [às 09h do dia 03] junto ao altar-mor da padroeira de Itacoatiara. O ato litúrgico solene foi concelebrado pelo arcebispo de Manaus e pelos bispos de Coari, dom Gutemberg Freire Régis, de Borba, dom Adriano Jaime Miriam Veigle, do Alto Solimões, dom frei Alcimar Caldas Magalhães, pelo administrador diocesano de Parintins, padre Francisco de Assis Serrão Dinely, pelo administrador arquidiocesano de Porto Velho, padre Francisco José Sadeck dos Santos, pelo assistente geral da Missão canadense de Scarboro, padre Raimundo O’Tole, e pelo representante da Prelazia padre Dionísio Kuduavicz.

Participaram ainda da cerimônia de sepultamento os seguintes membros do clero: do Canadá, padre Ronaldo Mac Donnell; de São Paulo, padre Miguel Vallejo Ruiz; de Manaus, padres Francisco Sales, Juliano Frigeni, Zenildo Lima da Silva, Geraldo Ferreira Bendaham, José de Anchieta Lima, Albano Ignácio Ternus, Paulo Sérgio, Francisco Carlos Batista e fiéis Paulo Eduardo Melo e Geraldo King; de Parintins, padres Antônio Benjamin e Eurico Pajani; e da Prelazia de Itacoatiara, padres Douglas Mackinnon, Omar Dixon, Jonas Alves Maciel, Leonardo Elicier Cruz, Dário Palácios, Antônio Enrique Fonseca Romero e Ricardo Soler Piedra.

Sobre o túmulo de dom Jorge Marskell, construído em mármore branco ao lado do altar-mor da padroeira de Itacoatiara, consta a seguinte inscrição: “Dom Jorge Marskell, bispo da Prelazia de Itacoatiara, Amazonas. Nascido em 08.11.1935. Ordenação sacerdotal 21.08.1960. Ordenação episcopal 30.07.1978. Faleceu em 02.07.1998”. E, ainda, como marca da luta e da crença do ilustre extinto, a comunidade fez inserir a célebre frase por ele proferida perante os participantes da VIII Assembleia do Povo, nestes termos: “Eu sei que todos vocês acreditam comigo que nossa Igreja é e tende a ser cada vez mais participativa, cada vez mais solidária. Só assim, vamos ser uma Igreja com o rosto de Jesus. Dom Jorge 05.06.1998”.

Mensagens do mundo inteiro, lamentando a morte de dom Jorge Marskell, foram enviadas à Prelazia. O conteúdo de alguns desses escritos expressando votos de solidariedade e comunhão à Igreja de Itacoatiara, vale ser citado:

“Descanso eterno ao Pastor que por tantos anos ensinou, santificou e governou o bom Povo de Deus de Itacoatiara”: dom Alfio Rapisarda, núncio apostólico do Brasil;

“Do céu, dom Jorge vai olhar com muito mais carinho para sua tão querida Itacoatiara”: dom José Maria Pinheiro, bispo auxiliar de Colorado do Oeste/RO;

“Jorge caminha agora com Jesus, seu Irmão e Salvador… Obrigado por tudo: por sua vida, sua fé, seu compromisso com os pobres. Já terminou a sua missão. Descanse nos braços de sua Mãe Amada, Nossa Senhora do Rosário”: padre canadense Miguel O’Kane.

O túmulo de dom Jorge Marskell, que já se tornou um marco de fé e de amor em nossa cidade, é frequentemente visitado por fiéis e está sempre coberto de flores. Saudosos, além de meditarem e rezarem pela alma do bom pastor de Itacoatiara, os muitos paroquianos que para ali afluem deixam bilhetes pedindo suas graças, sua intercessão por eles junto ao Altíssimo.

Durante a sua prelatura, dom Jorge Marskell esteve sempre a serviço da vida e da esperança. Fez da Prelazia de Itacoatiara um conjunto de comunidades de Fé, Vida e Amor. Animou cada comunitário em seu ser missionário e encorajou a sua Igreja a trabalhar em conjunto. Querendo uma “Igreja espelhada no rosto de Jesus”, batalhou “pelo resgate das dívidas sociais e a reconstrução da vida”.

A morte de dom Jorge, ao invés de enfraquecer a luta, uniu ainda mais as equipes de pastoral, levando o pessoal a encarar com mais força e entusiasmo o compromisso de envolvimento com as coisas da Igreja.

Predestinado às grandes sortidas, o saudoso bispo de Itacoatiara inspirou os seus seguidores a crerem na missão de doar a vida na construção do Reino de Deus. De acordo com essa linha de orientação, quaisquer que fossem os acontecimentos, os fiéis haveriam de prosseguir na jornada, cumprir o compromisso de solidariedade e de reconstrução do tecido social. A qualquer custo haveria de ser mantido o norte de pregação pastoral, centrado no trabalho de base e de respeito à Teologia de Libertação. Os objetivos da Prelazia continuariam: o anúncio do Cristo Libertador, respeitando e valorizando as raízes indígenas e a cultura amazonense; e a ação de padres e leigos comprometida com os pobres e oprimidos, ajudando-os a se organizarem para defender seus direitos. (*).

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(*) Nota de agora: Em pouco tempo, tais objetivos genuflectiriam face às mudanças históricas que ocorreram dentro e fora da Igreja. Hoje, não se fala mais em Teologia da Libertação…
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A passagem de dom Jorge Marskell para a Morada do Senhor reforçou a tese de que “o cristão sabe amar… Essa missão cristã possibilita a discussão e celebração da vida, da história comunitária. Para que a Igreja seja capaz de refletir as angústias e esperanças, as tristezas e alegrias do povo, proporcionando uma Evangelização profunda, a fim de formar cidadãos de verdade.”. (*).

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(*) Cf. “Vida comunitária, escola de cidadania”, Prelazia de Itacoatiara, 1998.
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Uma resposta

  1. HOJE FALECEU PADRE DIONISIO EM PORTO VELHO. ELE TRABALHOU COM DOM JORGE E DEPOIS COM DOM MOACYR COMO PAROCO DE MACHADINHO RONDONIA. DAQUI DE MINAS FICA A SAUDADE POIS TRABALHEI COM TODOS ELES. DORALICE CAMARGO DE MINAS GERAIS

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