Manaus, 4 de março de 2026

Religiosidade popular nos quilombos urbanos e rurais da Amazônia

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*Vinícius Alves da Rosa

Continuação….

CONSIDERAÇÕES FUNDAMENTAIS

A discussão proposta nesta tese jamais almejou esgotar o assunto, tampouco concluir a investigação acerca da religiosidade popular nos quilombos urbanos e rurais da Amazônia: um estudo da comunidade do Barranco de São Benedito, em Manaus, e Sagrado Coração de Jesus do Lago do Serpa, em Itacoatiara – AM, pois entendemos que todo trabalho é inconclusivo, ou seja, está sempre aberto para outras análises, considerações para o “debruçar-se sobre”, assim como para novas leituras e releituras das categorias em relevo trabalhadas.

Neste sentido, as reflexões suscitadas são pontos de vista de chegada, e/ou de partida, a partir de um esforço epistêmico empreendido no âmbito de estudo das Ciências da Religião, sobre os fenômenos religiosos concretamente observados nas vivências cotidianas das unidades sociais quilombolas, localizadas na região Amazônica nos últimos oito anos.

Em contraposição, a tese inventada que vigorou no ambiente acadêmico há muito tempo, a respeito da Amazônia como lugar da inexpressividade das comunidades, grupos e coletivos negros, está este trabalho científico, com vistas a instigar à reflexividade, no que tange às trajetórias históricas, narrativas da oralidade e memórias sociais, secularmente abrigadas no interior do quilombo urbano do Barranco e do rural Sagrado Coração de Jesus do Lago do Serpa.

Em face da hipótese subsequente apresentada, buscou-se, sob o viés científico, compreender do ponto de vista dos quilombos urbanos e rurais as práticas de religiosidade popular que são capazes de imprimir o sentimento de pertença e permanência em territórios tradicionalmente ocupados, na contramão das possíveis formas de alienação ou manipulação econômica.

As festas religiosas em memória dos santos negros, como no caso específico da comunidade do Barranco em Manaus, instituída a partir de 1890, em devoção a São Benedito, e a procissão fluvial em honra a Nossa Senhora Aparecida, após a imagem da santa ser encontrada nas águas do Lago do Serpa em 1976, são rituais de afirmação ou resistência das tradições culturais protagonizadas pelos grupos étnicos, nos contextos da cidade e do campo.

Desta feita, os festejos aos santos padroeiros se configuram na vertente da religiosidade católica popular, posto que, o termo popular, não deve ser compreendido pelo uso no sentido pejorativo, grosseiro, vulgar, inculto, mas segundo processos conquistados de autonomia das lideranças, sem considerar as ingerências ou as normas administrativas determinadas pela religião oficial.

O colonialismo enraizado na cultura do Brasil, incluindo o religioso, é um projeto de dominação assim como a colonialidade do saber, do poder e do ser, cunhados por Anibal Quijano (2005). O que nos permite pensar como as influências do período colonial são mantidas ainda no século XXI, eis as razões por que as religiões de vertentes eurocentradas presentes em nossa sociedade tendem a ser consideradas pelo senso comum superiores às demais tradições religiosas.

Deste modo, a tese intencionou desconstruir as ideologias que mascaram as realidades para registrar a riqueza dos ritos, cultos, afeições e devoções da religiosidade praticada pelos agentes sociais quilombolas em suas unidades étnicas, na reverência prestada a São Benedito, ou na honra outorgada a Nossa Senhora Aparecida, respectivamente, em Manaus e Itacoatiara – AM.

Tais sistemas de crenças são legitimados pela fé e vem da força do povo, que na representação social do sagrado por intermédio dos santos ou das santas da sua mesma cor, encontra na pertença religiosa o poder para alcançar a cura, proteção, milagres ou alívio para o corpo contra as influências dos males.

O movimento constituído por homens leigos, mulheres negras e demais lideranças quilombolas está em curso, possibilitando demarcar a territorialidade específica das unidades sociais estudadas e construir as identidades étnicas, forjadas em meio aos embates, ladeada por aspectos político-econômicos da religiosidade vivida nos quilombos urbano e rural no Estado do Amazonas.

As trilhas percorridas entre idas e vindas, mediante o compromisso assumido de ousar pensar a Amazônia pelo caminho da religião, como propõe Oliveira (2023), consoante as complexidades específicas da região, a exemplo da especulação imobiliária no entorno do quilombo urbano em Manaus, dos conflitos entre fazendeiros, representantes políticos, hostis a demarcação do quilombo rural Sagrado Coração de Jesus do Lago do Serpa, em Itacoatiara.

A partir da ambiência referida, construiu-se confiança na relação com os pesquisados em virtude da convivência com eles em diversas situações sociais, quais sejam: reuniões organizadas pelos quilombolas urbanos e rurais, episódios de ameaças encaminhados para o Ministério Público Federal, óbitos de membros das comunidades, eventos festivos realizados pelas lideranças, para enfim, ter condições de dissertar no tocante aos mitos fundantes e subjetividades que lhes são peculiares.

E, a medida em que a pesquisa de campo foi sendo executada para fins de descrição etnográfica com os devidos detalhamentos sobre como a religiosidade está configurada no cotidiano social dos territórios étnicos, os dados analíticos foram construídos, apoiados no rigor teórico-metodológico junto às comunidades.

As percepções obtidas pelo auxílio dos recursos técnicos utilizados nesta investigação, tais como: questionários de perguntas abertas e fechadas, registros fonográficos, fotográficos, entrevistas realizadas, além das relações aproximadas com as fontes primárias, ou seja, os próprios quilombolas, sob o lastro da literatura bibliográfica disponível. Portanto, foram criadas as condições necessárias para explicitar as características que engendram o universo simbólico-religioso de ambos os grupos sociais pesquisados.

Fez-se preciso adotar o uso constante da reflexão crítica no intuito de interpretar com honestidade intelectual os dados obtidos no campo de trabalho, cuja análise permita trazer à lume em que medida a religiosidade popular constituída tanto no contexto do quilombo urbano, na cidade de Manaus, quanto no quilombo rural, em Itacoatiara – AM, se aproximam ou diferenciam-se.

No estudo empiricamente realizado entre as duas unidades étnicas, identificamos as práticas da religiosidade vivida pelos agentes sociais, a independência construída em relação à religião oficial, sendo as liturgias e procissões aos santos padroeiros coordenadas por lideranças quilombolas, ainda que os mesmos participem das missas celebradas pelos padres responsáveis pelas igrejas católicas localizadas no entorno dos quilombos.

Urge, nesta perspectiva, o surgimento de estudos politizados com ênfase nas pesquisas avançadas os quais visibilizem a cosmovisão das diferenças de grupos sociais distintos, dentre os quais figuram os modos tradicionais e as vivências das comunidades quilombolas espalhados pelas partes significativas da Amazônia brasileira.

Estar-se-á, com isso, lutando sob o prisma epistêmico, sobretudo, na área das Ciências da Religião, para garantir no horizonte da pluralidade do debate, a inserção de temáticas com vieses inclusivos, submetendo à comunidade científica reflexões pertinentes as chamadas religiões marginais ou minoritárias.

Interagir in loci sociais pesquisados requer o refinamento do olhar, a fim de pensar o recorte da pesquisa no espaço-temporal de mundivivência, com aqueles que ainda convivem no mesmo território dos seus antepassados, cujos vínculos afetivos remetem aos elementos da ancestralidade, sendo os quilombos na geografia urbana e rural guardiões da memória e da coexistência pluriétnica.

Não obstante, cabe situar a religiosidade vivida pelos quilombolas em Manaus, na comunidade do Barranco, ou Itacoatiara, na Comunidade Sagrado Coração de Jesus do Lago do Serpa, pelas práticas culturais e religiosas que denotam o ethos característico da tradição identitária dos coletivos organizados.

Amazônia, pois publicamente expressam os sentimentos mais intrínsecos na veneração dedicada aos santos protetores, os quais são elementos aglutinadores dos membros da comunidade, produtores de identidades sociais.

santo solidariedade, declaram a ele pertencer, reconhecendo-o como glorioso e poderoso, semelhantemente, na comunidade rural Sagrado Coração de Jesus do Lago do Serpa, a Nossa Senhora Aparecida, os devotos pagam promessas, e afirmam ser a padroeira uma santa poderosa.

Ambos os santos, São Benedito e Nossa Senhora Aparecida, o primeiro, o santo negro e dos negros, quilombolas do bairro Praça 14 de Janeiro. A segunda, uma imagem da santa negra encontrada nas águas do Lago do Serpa, com a qual os chamados pretos do Serpa têm estimada afeição. Nos dois casos, os santos de devoção influenciam o comportamento, bem como as ações realizadas no cotidiano social das comunidades de remanescentes quilombolas.

Demarcando-nos nesta direção, podemos perceber que a religiosidade vivida pelos agentes sociais os fortalece a enfrentar os embates do dia a dia, seja nos conflitos políticos estabelecidos ou nas reivindicações apresentadas do movimento político-organizativo perante o Estado brasileiro, após anos de espera pela titulação definitiva dos territórios étnicos tradicionalmente ocupados.

E assim, como questiona Gayatri Chakravorty Spivak, ao publicar a proeminente obra dos estudos pós-coloniais, Pode o Subalterno Falar? (2010), em referência à história daqueles que vivem em condições de subalternidade, das vozes impedidas de falar e, quando tentam fazê-lo, não encontram os meios para se fazer ouvir. A autora conclui que o subalterno, como tal, é capaz de falar!

Neste ínterim, as incursões ao campo de pesquisa, nos territórios urbanos e rurais, implicam necessariamente em ouvir as vozes silenciadas em meio à Amazônia profunda. Acompanhar a longevidade das devoções santorais que atravessam gerações pois, amiúde, testificam a potência da resistência cultural, apesar das adversidades enfrentadas, como sustentam os quilombolas da comunidade do Barranco em Manaus, e do Lago do Serpa, em Itacoatiara: “São Benedito é quem nos move”, “Nossa Senhora Aparecida é uma santa forte”.

A historiografia local dedicou pouca atenção aos estudos do período escravista dos negros no Estado do Amazonas. Os escritores, bem como os comentadores regionais argumentavam que a presença dos negros teria sido inexpressiva, e, portanto, a literatura oficial colaborou com o silenciamento e invisibilidades das memórias e mobilizações do povo afrodescendente.

O quilombo do Barranco de São Benedito, fica localizado no bairro Praça 14 de janeiro, zona centro-sul da cidade de Manaus. De acordo com o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o bairro conta com um número estimado em 10.250 mil habitantes59. Trata-se de uma área urbana que agrega estabelecimentos comerciais diversificados, com destaque para o segmento automobilístico.

A pesquisa de campo desenvolvida pelo autor desta tese, por ocasião da escrita da dissertação de mestrado em 201860, apresenta dados sobre os quilombolas da comunidade do Barranco de São Benedito. Verificou-se, à época, que a maioria desses moradores nasceu em Manaus. Com formação escolar predominante no Ensino Médio, alguns concluíram cursos de Graduação e Pós-graduação. Em relação à confissão religiosa, a comunidade é majoritariamente católica, o que corresponde a 92% de todo o quilombo urbano, com especial destaque à festa de São Benedito, realizada há 134 anos, sob a coordenação dos próprios moradores do quilombo, cujo evento firma-se como expressão da religiosidade de vertente popular.

Na autodefinição prevalece a cor “preta” que, somados aos autodeclarados “pardos”, em sua maioria são negros, os agentes sociais estão oficialmente identificados como remanescentes de comunidade quilombola. O número de moradores na maioria das casas é de cinco ou mais pessoas e grande parte deles são empregados, outros trabalham por conta própria, realizando “bicos” ou como autônomos.

Os quilombolas residem na extensão geográfica de dois quarteirões e, de acordo com a última atualização cadastral realizada pelos agentes sociais da comunidade em 2022, houve um acréscimo de outras famílias. Sendo assim, a comunidade do Barranco de São Benedito conta com 170 (cento e setenta) famílias, totalizando, em média, 900 (novecentas) pessoas.

Habitantes das proximidades de cabeceiras, lagos, rios, igarapés e igapós, os quilombos na Amazônia protagonizam as lutas em face de alternativas visando melhorias das condições de vida. Suas pautas de reivindicação se dão mediante a processos organizativos no enfrentamento com seus antagonistas históricos, amiúde, vinculados a projetos de extração de minérios, hidrelétricas, fazendeiros, madeireiros e dos agronegócios. Não obstante, os quilombolas autodeclarados assumem a identidade étnica, como guardiões da memória social nas ações de resistências obtidas com as conquistas da liberdade.

A outra comunidade estudada, o quilombo rural Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa, em Itacoatiara/AM, anteriormente identificado como “Lago dos Pretos”, designação usada em um tom primordial, para indicar a presença dos negros nas proximidades do lago de Serpa. A comunidade está situada na área rural do município de Itacoatiara/AM, a 265 km da capital do Amazonas, por estrada, e 175 km em linha reta.

O mito de origem narrado pelos quilombolas assegura que a comunidade se organizou, a partir da chegada dos Africanos livres na então Colônia de Itacoatiara em 1857.

Atualmente, no quilombo residem aproximadamente 70 (setenta) famílias descendentes das tradicionais famílias “Clarindo”, “Macedo”, “Barros”, “Melo” e “Sabino”. O quilombo rural conta com o quantitativo de 350 (trezentas e cinquenta) quilombolas. A religião majoritária é o catolicismo61, com destaque para a procissão fluvial coordenada pelos quilombolas em devoção à Nossa Senhora Aparecida. As atividades, tradicionalmente produzidas pelos quilombolas, são a agricultura familiar, a pesca, além da carvoaria.

Por conseguinte, sob o prisma acadêmico, a pesquisa fez um recorte epistemológico para investigar as religiosidades estudadas in loco nas duas unidades étnicas, oficialmente denominadas de comunidades remanescente de quilombos, ambas, portanto, situadas no Amazonas. Uma faz parte do contexto urbano da cidade de Manaus, com a denominação de Quilombo do Barranco de São Benedito. A outra, denominada de Quilombo Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa, localizada na área rural do município de Itacoatiara/AM.

Em palavras derradeiras sobre a confecção da tese, o trabalho de campo e a etnografia foram fundamentais para evidenciar os costumes, os modos de vida na perspectiva da conjuntura econômica, política, educacional, religiosa etc. A respeito dos pesquisados, na área do quilombo do Barranco de São Benedito e no quilombo Sagrado Coração de Jesus do Lago do Serpa, ambos são integrantes de comunidades assentadas na Amazônia que continuam a afirmar secularmente as suas identidades étnicas em terras tradicionalmente ocupadas.

 

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Anexos

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59 As informações sobre o número de habitantes do Bairro Praça 14 de Janeiro em Manaus estão disponíveis em:<http://www.populacao.net.br/populacao-praca-14-de-janeiro_manaus_am, acesso em 14/05/2020, e possuem origem no Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE, distribuídos entre os homens que representam 4.768, e as mulheres 5.482, o número de habitantes é composto de 53.48% de mulheres e 46.52 % de homens, totalizando aproximadamente 10.250 habitantes.

60 Vinculado ao Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, área de Concentração Teoria, História e Crítica da Cultura, o trabalho de dissertação teve como tema: “A comunidade do Barranco de São Benedito em Manaus: processos para o reconhecimento do território quilombola”, defendido na Universidade do Estado do Amazonas/UEA, em 31 de maio de 2018.

61 As pesquisas desenvolvidas pelo quilombola que integra o movimento de lutas, tendo em vista à demarcação e titulação definitiva do território étnico na comunidade quilombola Sagrado Coração de Jesus do Lago de Serpa em Itacoatiara, Claudemilson Nonato Santos de Oliveira (2019, p. 46-47), informam que segundo as certidões emitidas pela Prelazia de Itacoatiara, no ano de 1857, a Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário, batizou 7 (sete) africanos livres, todos adultos, sendo os seus nomes: Paulo, Bernardo, Estevão, Rodolpho, Jeremias, Filizardo e Augusto, demonstrando desde então a ligação dos negros do Serpa com a religiosidade católica.

*Vinícius Alves da Rosa é Quilombola do Morro Alto/RS, mestre, professor e teólogo, tem sua formação acadêmica pautada em uma sólida jornada de conhecimento. Sua expertise é ampliada por especializações em Metodologia do Ensino de Filosofia, em Ciências da Religião. Complementou sua trajetória com um Mestrado pelo Programa de Pós-Graduação e, por fim, obteve seu título de Doutor em Ciências da Religião pela (UMESP).

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