O Amazonas precisa libertar-se dos(as) aventureiros(as), do vampirismo e da mediocridade política. O futuro próspero das populações amazonenses depende da municipalização da educação integral e da ciência e tecnologia dirigidas à inovação e à solução de problemas locais. É uma vergonha que o Amazonas, a principal referência cultural e ecológica nacional e global, ainda se encontre, persistentemente, entre os entes federativos com os piores indicadores de desenvolvimento humano do Brasil. O Amazonas continua sendo um estado sem futuro. Isto precisa mudar. Essa situação exige implantar um plano de desenvolvimento estratégico vocacionado e também assentado nas demandas e potencialidades técnicas, culturais e ecológicas de seus municípios.
O Plano Estratégico de Desenvolvimento do Estado do Amazonas, proposto para a gestão governamental de Omar Aziz, 2027-2030, apresenta elementos inovadores nessa conjuntura política. Sua formulação e organização centram-se na necessidade de integrar as propostas de formação técnica e incorporar as inovações e os estudos amazônicos já consolidados em suas políticas públicas, possibilitando mais eficácia e agilidade institucional a elas.
Em igual grau de importância, prioriza a implantação de programas científicos e tecnológicos, estratégicos para sua institucionalização, e propõe desenvolver metodologias e ações orientadas para construir uma matriz de ocupação e uso dos ecossistemas amazônicos, integrada às suas culturas e ambientes naturais. A leitura atenta e minuciosa desse Plano Estratégico de Desenvolvimento permite identificar diversas parcerias institucionais, estratégicas e duradouras. Destaque para a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade do Estado do Amazonas, o Centro de Educação Tecnológica do Amazonas, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e o Instituto Federal do Amazonas. Certamente, estas parcerias também abrangerão outras instituições públicas e privadas sediadas no estado do Amazonas. Este importante diferencial do Plano de Omar Aziz gerará novos desafios e prosperidade para os trabalhadores e a juventude amazonense. Ele prioriza construir uma política de educação pública, democrática e amazônica. Tem como meta imprimir uma educação inclusiva e alinhada às conquistas científicas e tecnológicas contemporâneas. Enfim, retirar definitivamente a educação amazonense das últimas posições de qualidade escolar do ranking brasileiro e posicioná-la num patamar de excelência técnica e humanista.
Há outro diferencial em sua proposta: implantar programas educacionais que articulem as políticas públicas com o paradigma da sustentabilidade, por meio de programas de ciência e tecnologia. Omar Aziz, político e gestor público experiente e sensível, sabe que estamos numa ‘luta’ contra o subdesenvolvimento e a desigualdade social e econômica numa conjuntura global que potencializa a inovação científica e tecnológica. Formado em engenharia civil, conhece o poder da educação, da ciência e tecnologia para a revitalização e a construção de novos arranjos produtivos e para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e da sociedade.
Baseado nesse quadro de referência, pergunta-se: como organizar os contornos e o design de uma proposta de ciência e tecnologia para os municípios amazonenses, conforme os fundamentos e os mecanismos operacionais do Plano Estratégico de Desenvolvimento do Estado do Amazonas proposto por Omar Aziz, para 2027-2030?
Em linhas gerais, esta proposta pode ser agrupada em três eixos operacionais estruturantes que exigem três conjuntos de prioridades:
I. Ciência e tecnologia para o desenvolvimento municipal amazonense
Este programa visa instalar, expandir e aperfeiçoar a infraestrutura tecnológica e científica para o desenvolvimento social e econômico do respectivo município. Suas ações propõem:
- Induzir e promover os programas de formação e pós-graduação estratégicos ao município.
- Melhorar a infraestrutura física para os arranjos produtivos e as tecnologias apropriadas locais. Implantar programa de ciência e tecnologia para apoiar as micro e pequenas empresas e promover o empreendedorismo.
- Apoiar a pesquisa, as suas aplicações e as inovações tecnológicas para a solução de problemas do município.
- Implantar estruturas laboratoriais estratégicas, integradamente e consorciada com instituições públicas e privadas. Em especial os projetos para o desenvolvimento de plataformas tecnológicas para a bioindústria, biodiesel, tratamento de resíduos sólidos, desenvolvimento das várzeas, serviços ambientais; e programas de mecanismos de desenvolvimento limpo.
- Implantar programas de cooperação estadual, nacional e internacional em ciência, tecnologia e inovação.
Estando todas as ações permeadas pela sustentabilidade. Recomenda-se construir um projeto para cada ação, com destaque à ação 4, apesar de sua amplitude.
II. Ciência, tecnologia e inovação para a inclusão social nos municípios amazonenses
Este programa propõe-se a desenvolver ações de ciência, tecnologia e inovação para promover o desenvolvimento humano e a cidadania nos municípios amazonenses. Suas ações priorizam projetos estratégicos, tais como:
- Ciência e educação
- Ciência e inclusão digital
- Ciência e saúde
- Ciência e cultura
- Ciência e segurança pública
- Ciência e sustentabilidade
Sugere-se construir um projeto para cada ação. Ênfase às ações 1 e 3, que abarcam a educação indígena e o uso dos medicamentos naturais, respectivamente. Estas ações terão impactos positivos nas políticas públicas municipais.
III. Gestão, difusão e popularização da ciência e tecnologia nos municípios amazonenses
Este programa desenvolverá ações para coordenar, formular, planejar e avaliar os programas e ações de ciência e tecnologia no respectivo município. Possibilitará, também, difundir e democratizar o acesso ao conhecimento científico e tecnológico e aos seus benefícios, pelos setores sociais e econômicos, com vistas ao desenvolvimento social e à elevação da qualidade de vida da população do município. Destaque às ações que se destinam a:
- Assessorar os gestores públicos em programas e projetos de ciência e tecnologia, e promover e coordenar o planejamento e execução das atividades da política municipal de ciência e tecnologia.
- Fazer prospecções e buscar novas formas de fomento à pesquisa científica e tecnológica para os municípios. Avaliar os programas de ciência e tecnologia em desenvolvimento e produzir indicadores científicos e tecnológicos nos municípios. Supervisionar os convênios de ciência e tecnologia com as instituições locais e as agências financiadoras nacionais e internacionais.
- Criar e manter acervos e programas de difusão de informações e conhecimentos de ciência e tecnologia sobre o respectivo município e a Amazônia.
- Promover programas de introdução à cultura científica em espaços não formais de educação.
- Induzir a implantação, modernização e manutenção de museus, centros e laboratórios para o ensino de ciências, artes e matemática.
- Difundir experiências de educação artística, científica e tecnológica.
- Planejar e promover programa de educação ambiental, preservação e conservação da natureza.
- Promover e coordenar um programa editorial municipal sobre ciência e tecnologia.
Implantar políticas públicas inclusivas e inovadoras nos municípios amazonenses exige reafirmar a importância da ciência e tecnologia como processo de humanização e mecanismo de desenvolvimento socioeconômico. Integrá-los regional e nacionalmente, e construir parcerias duradouras com os governos estaduais e federal, e o setor privado, criando as condições estruturais para suas sustentabilidades, são desafios para o próximo Governo do Amazonas. Certamente, Omar Aziz preenche todas as condições técnicas e políticas para coordenar e liderar este programa desafiador. O próximo ensaio analisará a importância e os desafios que o Plano de Omar Aziz propõe ao Polo Industrial de Manaus, visando aprimorar e ampliar os seus impactos positivos na sociedade amazonense, em especial em sua juventude.
Manaus, 2 de outubro de 2026
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