
*Manoel Domingos
Continuação ….
O beija-flor e a rosa
Na implicância do vento:
Segundos de dança.

Cantar traz um tom
As vozes da Bela Serpa,
Estação do som.
Esses peitos-roxos
Em duplas e consoantes…
Maestros do tempo.
Sinto em minha nuca
Teus anseios de inverno
Durmo, então, mais tarde.
No quadro de Braulio,
A poética das raças,
Etnias veladas…

Garça na cidade?
Queimadas para todo lado:
Estupidas cenas …
Em São Sebastião,
Se há prais sem uatumã:
Canção sem ecos…
Na praia da vila
Pesca do enterra em canções,
De pacus violões…
As ruas estão cheias
Águas, lamas, lodos, sapos…
Assunto encerrado!

Ele faz que brinca
Na beira da rua e da vida,
Ladeiras sem volta.
Menino sem bola
Garotinhas sem bonecas:
Podem pregar peças…
“Queda da Bastilha”,
Serpa sem maniqueísmo
Optimização…
Com a asa leve,
Imbioca a andorinha:
Sinal verde no ar…
Continua na próxima edição….
*Natural de Itacoatiara/Am. Poeta, professor e escritor. Membro da Associação dos Escritores do Amazonas, da Academia de Letras e Cultura da Amazônia, da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pan-amazônicos e do Movimento Internacional da Lusofonia. Professor efetivo da UEA. Mestre e doutorando em Letras pela UTAD (Portugal). Fundador da Sociedade dos Poetas Porunguitás.
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