O voto é secreto. E é a nossa maior arma para sustentar a democracia.
O povo está com medo! Com medo das falácias criadas pelos opressores, por desconhecimento e por falta de interesse em compreender que o Brasil, com suas contradições, não resolverá os seus problemas com milagres. Milagres não acontecem toda hora e não são operados na inércia. Deus é bom! Ele é fiel, como lemos nos para-brisas dos carros! Contudo, Ele não é leso e não aceita a mentira e a injustiça!
Os cegos que não querem ver e aqueles que acreditam que os pobres são pobres e miseráveis porque “Ele quis assim” ou porque são “vítimas de si mesmos” merecerão as trevas. Também os pobres que imitam os ricos vitoriosos, por terem acreditado que o Deus deles cobrará a Prosperidade a qualquer custo, perdem suas vidas na vã esperança da enganação. Prosperidade de quem, cara-pálida?!
Eu não duvido da fé dos outros. Eu não desdenho da ignorância alheia. Sei que elas têm raízes. Sei que em nosso Brasil injusto, em todos os momentos de sua história, os mais esclarecidos se esmeraram na construção desse ódio aos pobres. Ele é estrutural e se expressa nas coisas mais comezinhas.
Não é que todos os ricos e remediados que empregam trabalhadores sejam maus, desonestos e fascistas. Não se trata disso. Mas é estranho que um largo contingente de pobres, fruto de todas as desigualdades, se inspire nesses desejos de prosperidade e não veja as injustiças no mundo do trabalho e, ainda, como vemos, manifeste publicamente o desejo de acompanhar os ricos nos seus interesses políticos.
O assédio eleitoral é crime
Saltou aos olhos o número de denúncias de “assédio eleitoral”, quando patrões ameaçam com desemprego os trabalhadores que descumprirem suas recomendações de voto em determinados candidatos. Como pode viver um trabalhador com essa angústia no peito?
Não hesite diante da urna, dê um grito de vitória para você mesmo! “Traia” o “sem-vergonha do seu patrão”, que além de ser isso cometeu um crime tipificado ao fazer assédio eleitoral ao trabalhador! O voto é secreto! E é nossa maior arma para sustentar a democracia!
A picanha que o agro não deixou chegar
O povo está acordando ante a caída de máscaras no processo eleitoral. Os elementos de campanha dos Bolsonaro fundamentaram-se na ideia-força de que o governo Lula “não entregou o que prometeu”, e eles prometem a Prosperidade, o Paraíso, a Segurança e a Moralidade. Mentem e ainda cobram a picanha.
Ninguém fez mais pelo tal agroexportador que o atual governo, mas ele faz questão de negar a picanha, prometida como metáfora por Lula. Ela não veio porque o agro é o dono do boi, prefere exportá-lo para os mercados que o atual governo ajudou a abrir (para cobrir o prejuízo do tarifaço de Trump, a pedido dos Bolsonaro) e despreza o mercado interno. Tanto é que a arroba do boi continua acima dos 350 reais na Bolsa, impedindo que a picanha e o resto do boi cheguem com mais fartura ao prato dos pobres.
Não só de picanha vive o povo
Tem emprego, tem amparo, melhoria no salário mínimo ajustado e majorado além da inflação, tem o SUS funcionando bem melhor do que antes, dando vacina, dando remédios, diminuindo a dor dos mais sofridos. O povo tem mais escolas e só não tem mais segurança porque os governadores querem as polícias Civil e Militar como suas milícias particulares e se recusam a aceitar a cooperação com o governo federal no combate à criminalidade.
Os ricos, muitos deles unidos ao crime organizado, estão rindo com as paredes com a lavagem de dinheiro e o dinheiro posto em circulação na economia. Todos ganhando na Bolsa de Valores, que superou os 200 mil pontos. A indústria cresceu e o “empreendedorismo” vem ganhando mais garantias para escapar da clandestinidade econômica.
Contudo, o tal mercado aposta na derrota desse governo e diz que ele não tem programa, não apresenta propostas. E por quê? Porque não faz a sua vontade: economizar 300 bilhões prometidos pelos Bolsonaro aos mercadores da “Faria Lima”, retirados do salário mínimo dos pobres, do fim das garantias dos programas sociais, da obrigatoriedade do governo federal em investir em educação e saúde públicas e, finalmente, imitar o “Nero Milei”, que está incendiando a Argentina, cortando pela metade a aposentadoria dos idosos, “porque não produzimos mais nada”. Daí o deboche do candidato Flávio com o presidente da República.
O plano do governo Lula para o futuro é cristalino: investir na dignidade do povo para que não seja tragado pelos poderosos. Eu não tenho dúvidas, voto nesse futuro, não só pelos meus, mas por todos e, nesse diapasão, pelo Estado Democrático de Direito!
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